O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu um inquérito civil para investigar as unidades da rede de academias C4 Gym. A medida foi tomada depois da morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que passou mal durante uma aula de natação na unidade do Bairro São Lucas, na zona leste da capital, no sábado 7.
Bassetto foi levada ao hospital, mas não resistiu e morreu. Outras cinco pessoas que tiveram contato com a água da piscina também precisaram de atendimento médico. Quatro permanecem internadas, incluindo o marido da professora, Vinícius de Oliveira, cujo estado de saúde é grave.
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A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta para a liberação de gases tóxicos gerados por uma mistura química usada na limpeza da piscina. A suspeita é que os funcionários tenham aplicado os produtos de forma incorreta ou sem supervisão técnica. O caso está sob responsabilidade do 42º Distrito Policial.
A Subprefeitura de Vila Prudente interditou o local por falta do Auto de Licença de Funcionamento. Além disso, a unidade funciona com dois CNPJs distintos vinculados à mesma atividade.
“É uma situação nebulosa”, disse o delegado Alexandre Bento. “Há dois CNPJs no local. Um apresenta e o outro, não. Esperamos desvendar isso quando os proprietários prestarem esclarecimentos.”
Segundo a investigação, Severino da Silva, responsável pela limpeza da piscina, atua como manobrista na academia. Ele afirmou à polícia que recebe orientações dos proprietários por mensagem e apenas prepara a mistura, deixando-a ao lado da piscina para que os professores a lancem na água. Sua defesa afirma que ele tem colaborado com os investigadores.
MPSP apura possível funcionamento sem laudo do Corpo de Bombeiros
A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo instaurou o inquérito civil com foco no Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros. O documento é obrigatório para garantir que edificações estejam de acordo com as normas de segurança contra incêndio e pânico.
O MPSP quer saber se as franquias da C4 Gym estão funcionando sem o laudo. Segundo o promotor Marcus Vinicius Monteiro dos Santos, há indícios de que diversas unidades operam irregularmente.
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O órgão exigiu que a rede apresente a lista completa das academias em funcionamento, com os respectivos endereços e identificação dos franqueados. Também pediu informações sobre os contratos firmados com os franqueados e eventuais irregularidades administrativas.
Encaminharam-se ofícios à Secretaria Municipal de Governo, à Vigilância Sanitária e ao Corpo de Bombeiros. Os órgãos devem realizar vistorias em todas as unidades da rede na cidade de São Paulo e encaminhar relatórios com os resultados.





































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