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Morre Cláudio Mortari, um dos grandes nomes do basquete brasileiro

Treinador de 77 anos acumulou títulos e passagens pelos maiores clubes da modalidade

Basquete Mortari
Cláudio Mortari morreu nesta quinta-feira, 25 I Foto: Paulo Pinto/Saopaulofc.net

Morreu, nesta quinta-feira, 25, em São Paulo, o treinador Cláudio Mortari, um dos nomes mais vitoriosos e influentes da modalidade no país. Ele tinha 77 anos e vinha enfrentando problemas de saúde. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada.

Com mais de 40 anos dedicados a treinar times de basquete, Mortari construiu uma carreira que se tornou referência no esporte. Nascido e criado em São Paulo, ele teve uma breve trajetória como jogador, antes de migrar para o comando de equipes.

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Em comunicado publicado nas redes sociais, a família do treinador anunciou que pretende manter a despedida reservada, restrita apenas aos familiares de Mortari. Eles agradeceram pelo carinho e pelas orações que vêm recebendo nesse período.

O Novo Basquete Brasil (NBB), que organiza o campeonato brasileiro, prestou homenagem a Mortari através das redes sociais. “O basquete brasileiro se despede de um dos seus maiores gênios”, diz a publicação. “Cláudio Mortari, referência absoluta dentro e fora das quadras, nos deixou aos 77 anos. Técnico multicampeão, formador de gerações e líder de uma das eras mais vitoriosas do nosso esporte. Obrigado por tudo, professor!”

A carreira de Cláudio Mortari no basquete

Mortari começou a carreira de técnico nas divisões de base do Palmeiras, clube que também defendeu como atleta, e em pouco tempo se consolidou como estrategista de destaque.

Como treinador de clubes, seu feito mais emblemático foi o título da Copa Intercontinental de 1979 com o Sírio — primeira conquista mundial de um clube brasileiro no basquete. Ele ainda acumulou passagens por Flamengo, Corinthians, São Paulo, Pinheiros e Bradesco, entre outros.

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Ao longo da carreira, Mortari foi cinco vezes campeão brasileiro, oito vezes campeão paulista, tricampeão sul-americano de clubes, campeão da Liga das Américas e da Copa Brasil Sul.

O treinador também comandou a Seleção Brasileira de Basquete masculina nos Jogos Olímpicos de Moscou em 1980, ao guiar a equipe à quarta participação olímpica consecutiva e chegando em quinto lugar na competição.

Além do legado campeão, o treinador é pai de Bruno Mortari, que hoje atua no NBB.

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