Depois da confirmação de várias intoxicações por metanol, que causaram cinco mortes em São Paulo, alguns dos principais clubes esportivos e socioculturais paulistanos optaram por suspender a venda de bebidas destiladas.
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Na zona oeste de São Paulo, o Clube Hebraica afirmou que a suspensão é uma resposta a uma “questão de saúde pública”. A Sociedade Harmonia de Tênis e o Club Athletico Paulistano, ambos no Jardim América, também optaram pela paralisação das vendas, enquanto aguardam informações oficiais sobre marcas e lotes contaminados.
Outros clubes também suspendem vendas, por perigo do metanol
O Esporte Clube Pinheiros, localizado na zona oeste, anunciou que não há previsão para retomar a comercialização de destilados, justificando que a decisão busca preservar a saúde de seus membros. O Paineiras do Morumby, na zona sul, comunicou que só voltará a oferecer essas bebidas quando as autoridades garantirem que não há mais riscos.
Já o Clube Sírio, situado na zona sul, afirmou que, mesmo trabalhando com fornecedores de confiança, adotou a suspensão por tempo indeterminado. A Sociedade Esportiva Palmeiras também interrompeu preventivamente a venda de destilados, reforçando que as compras são feitas de empresas idôneas, mas priorizando a segurança dos associados.
Recomendação do sindicato e balanço dos casos
O Sindicato dos Clubes do Estado de São Paulo recomendou que todas as entidades do setor suspendam imediatamente a venda de bebidas destiladas, com o objetivo de mitigar riscos e proteger as agremiações. “Essa decisão demonstra cuidado e responsabilidade diante de uma questão de tamanha gravidade”, afirmou Sergio Nabhan, presidente da entidade, ao UOL.
Segundo Nabhan, a maioria dos clubes aderiu à recomendação, mas ainda não há um levantamento sobre quantos efetivamente interromperam o serviço. Ele destacou que, até o momento, o sindicato não recebeu relatos de associados intoxicados por metanol nos clubes do Estado.
De acordo com a Secretaria de Saúde, o governo do Estado de São Paulo registrou 22 notificações, sendo sete confirmadas e 15 em investigação. Entre esses casos, o metanol matou cinco pessoas, mas apenas uma morreu diretamente por ingerir bebida alcoólica.
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