Depois de denúncias de intoxicação por metanol, uma força-tarefa composta pela Polícia Civil e pelas vigilâncias sanitárias municipal e estadual determinou, nesta terça-feira, 30, o fechamento do bar Ministrão, localizado nos Jardins, em São Paulo.
Outros três bares também foram interditados no mesmo dia, situados na Mooca, Vila Mariana e em São Bernardo do Campo, município da região metropolitana da capital.
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O bar dos Jardins já havia sofrido uma ação do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e da Polícia Civil na segunda-feira 29, resultando na apreensão de cerca de cem garrafas de bebidas destiladas. O funcionamento do local seguirá suspenso enquanto as amostras recolhidas não passarem por análise conclusiva.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) declarou que foram registrados 22 casos de intoxicação por álcool adulterado: 17 seguem sob apuração e cinco já foram confirmados. Em relação aos óbitos, quatro estão em análise e um já foi confirmado como causado por metanol.
O que dizem os envolvidos
O advogado dos donos do bar afirmou que a interdição foi motivada “por causa de apenas uma pessoa”. Já o diretor do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, Manoel Lara, disse ao jornal que a medida seguiu o princípio da precaução em saúde pública.
“Houve uma ação anterior, mas, diante dos riscos e da continuidade dos casos registrados e notificados não só aqui, como também em outros locais fiscalizados, foram adotadas medidas administrativas de interdição”, explicou.
De acordo com fontes consultadas pelo jornal Folha de S. Paulo, as interdições atingiram pelo menos quatro bares, incluindo o do Jardins e estabelecimentos em outros bairros da capital e na Grande São Paulo. Além dos bares, operações de fiscalização também alcançaram distribuidoras de bebidas, especialmente na zona sul.
Metanol é altamente tóxico para humanos

Lara ressaltou que a fiscalização vai além dos bares. Segundo ele, as ações envolvem também distribuidoras de bebidas e contam com apoio da Polícia Civil. “Hoje houve uma operação em uma distribuidora na Zona Sul da capital, e outras também serão alvo da fiscalização”, disse ao jornal.
O metanol, substância apontada como causadora da intoxicação, representa alto risco à saúde humana, podendo comprometer o fígado, causar danos ao nervo ótico e levar à cegueira.
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No domingo 28, a designer de interiores Rhadarani Domingos relatou ao Fantástico, da TV Globo, que consumiu três caipirinhas de frutas vermelhas com maracujá e vodca no bar, em 19 de setembro, durante uma festa de aniversário. “Causou um estrago muito grande. Não estou enxergando nada”, afirmou. “Não senti nenhum gosto diferente [na bebida]”.
Vizinhos informaram que um parklet foi instalado em frente ao bar há cerca de duas semanas, destacando que o local costuma registrar grande movimento.






































Talvez o dono do bar nem tenha culpa
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