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Litoral de São Paulo ainda sente reflexos de ciclone extratropical neste domingo

Pancadas de chuva são previstas

Ciclone extratropical litoral são paulo
Travessia entre São Paulo e Ilhabela foi interrompida por quase três horas, no sábado 12 | Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr.

Neste domingo, 13, o litoral de São Paulo continua a sentir os efeitos associados a uma frente fria e à passagem de um ciclone extratropical.

Pancadas de chuvas com intensidade moderada a forte são previstas para hoje, de acordo com a Defesa Civil do Estado.

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Um ciclone “puxa” o ar quente úmido da superfície e o joga para cima, de maneira a formar nuvens de chuva. Existem três tipos de ciclone: tropicais, subtropicais e extratropicais. Neste último, o fenômeno surge geralmente em latitudes médias e se forma a partir do contraste de diferentes temperaturas de massas de ar, quente e fria.

“Toda vez que passa uma frente fria pelo Brasil, isso significa que a gente está sob influência de um ciclone extratropical”, disse Cesar Soares, meteorologista da Climatempo, ao portal de notícias G1. “Ele é extratropical porque se forma nos extratrópicos [regiões da Terra que estão fora dos trópicos].”

Os efeitos do ciclone extratropical no litoral de São Paulo

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Imagem projetada de um ciclone extratropical que ocorreu na costa sudoeste da Islândia | Foto: Wikimedia Commons/NASA

O diretor de comunicação da Defesa Civil de São Paulo, tenente Roberto Farina Filho, disse que o ciclone extratropical já se distanciou do Atlântico, mas seus impactos continuam na Baixada Santista e no litoral norte.

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“O ciclone já está bem distante”, disse Farina Filho à CNN Brasil. “Mas temos os ventos, em torno de 50 a 60 quilômetros por hora, e as chuvas, que, apesar de não serem fortes, atingem a região. Não é um cenário de gravidade, mas mantemos os alertas de precaução para os banhistas e para os turistas que pretendem surfar e praticar atividades aquáticas.”

Na manhã do sábado 12, a travessia de balsa entre Ilhabela e São Sebastião foi paralisada por quase três horas. O motivo foram os ventos fortes que atingiram o canal.

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Por causa disso, o serviço de travessia de balsas teve uma fila de espera de até uma hora e meia. A travessia foi paralisada às 11h20 e retomada por volta das 14 horas, segundo informações do Departamento Hidroviário.

A balsa segue operando com maré baixa, o que impossibilita o transporte de veículos pesados, como ônibus, caminhões e carretas.

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