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Lei proíbe a procriação e entrada de cães pitbull em MG

Estado ainda obriga uso de focinheira pelos animais

Advogado morre ao ser atacado por um pitbull em SP
Cachorro da raça pitbull | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promulgou na última sexta-feira, 17, a proibição da procriação e entrada de cães da raça pitbull no Estado. Além disso, passa a ser obrigatório o uso de focinheira e coleira com nome, endereço e telefone de contato de seu tutor.

Apenas pessoas com mais de 18 anos podem conduzir estes animais em via pública. O descumprimento da lei pode gerar multa de R$ 553,10, conforme valores atualizados neste ano. Caso o cão provoque ferimento em alguém, o valor cobrado passa a R$ 5.531,00.

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Se, por meio de laudo médico acompanhado de boletim de ocorrência ou representação, a vítima comprovar que houve lesão decorrente do ataque, a multa será cobrada em dobro. Na ocorrência de lesão corporal grave, o valor ultrapassa R$ 16 mil.

“Infelizmente, o noticiário está repleto de casos em que cães bravos, especialmente da raça pitbull, atacam pessoas”, justifica Eduardo Azevedo (PL), autor da lei. “Muitas dessas ocorrências são com crianças e idosos, havendo até óbitos.”

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Pitbull é banido em vários países do mundo

As legislações específicas por raça se expandiram em todo o mundo para reduzir ataques de cães a humanos e outros animais, com foco em proibir ou regular determinadas raças, com o pitbull como o principal alvo. Entre os países que o proibiram, estão Austrália, Reino Unido e Dinamarca.

Historicamente associados a combates de cães, esta espécie tem uma longa ligação com atividades de luta, desde a Roma Antiga até os Estados Unidos, onde a prática foi legal até 1976.

Maior pitbull do mundo
Hulk é o maior pitbull do mundo | Foto: Reprodução/Instagram

Um dos pontos centrais do debate sobre pitbulls são as estatísticas de ataques. De acordo com a Animal Health Foundation, cães classificados como pitbulls representam cerca de 60% dos ataques fatais nos EUA, apesar de constituírem apenas 6% da população canina.

Por outro lado, pesquisas mostram que as legislações específicas por raça não reduziram o número de ataques nas regiões onde foram aplicadas e argumentam que o problema reside mais na falta de treinamento e responsabilidade por parte dos tutores do que nos cães em si.

Leia também: “Uma praga chamada javaporco”, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 184 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Denis R.
    Denis R.

    Achei a pena branda demais… Quer dizer que o dono de um cachorro que fere gravemente ou até mesmo mata uma criança tem pouca ou nenhuma chance de ser preso?

  2. José Maria (Zema)
    José Maria (Zema)

    Pronto. O Eduardo Azevedo e seus pares já fizeram sua obra nesta legislatura. Só que não. O cão é forte, mas muito doce, só que às vezes, são vítimas de treinadores canalhas, os verdadeios culpados. Proibir a raça de existir em Minas é mais um monumento à imbecilidade mineira.

    1. Jorge Fernandes
      Jorge Fernandes

      Concordo, o animal é apenas responsivo ao treinador; infelizmente é como tudo nesse país, responsabilizam superficialmente os culpados e punem os inocentes !

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