publicidade
Brasil

Justiça do RJ nega pedido para liberar combustíveis retidos na Refinaria de Manguinhos

Juiz afirma que ação deve ser analisada pela Justiça Federal por envolver autarquia federal

Refinaria Refit: derrota contra ANP na 5ª Vara Empresarial do TJRJ
Refinaria Refit: derrota contra ANP na 5ª Vara Empresarial do TJRJ | Foto: Divulgação/Receita Federal

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido da Refinaria de Manguinhos (Refit) para liberar cerca de 87 milhões de litros de combustíveis retidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A mais recente manobra jurídica foi barrada pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 5ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do RJ.

A decisão considerou que o caso envolve um ato administrativo da ANP, autarquia federal com poder regulatório, e não pode ser julgado pela Justiça estadual.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste

A estratégia da refinaria era utilizar o benefício da recuperação judicial para tentar anular a interdição. A tática visava a aproveitar as proteções legais oferecidas pela Lei de Recuperação Judicial, que suspende ações contra a empresa em recuperação.

O juiz, porém, entendeu que a retenção dos combustíveis resulta de uma ação de fiscalização ligada ao poder de polícia da administração pública. Por isso, o processo deve tramitar na Justiça Federal, e não na vara responsável pela recuperação judicial da empresa.

Com a decisão, a interdição da Refinaria de Manguinhos permanece válida. Assim, a Refit segue impedida de operar até a conclusão da análise das irregularidades pela ANP.

Refinaria de Manguinhos nega acusações

A decisão ocorre no contexto da interdição da refinaria de Manguinhos, determinada pela ANP em 26 de setembro de 2025. A medida seguiu uma operação conjunta com a Receita Federal, a Marinha e o Ministério de Minas e Energia, parte da segunda fase da Operação Cadeia de Carbono, que apura importações irregulares e possíveis fraudes fiscais.

A refinaria havia pedido autorização para movimentar produtos como óleo bruto e misturas de hidrocarbonetos, comprometendo-se a repor a mesma quantidade e qualidade. Com a negativa, porém, a empresa deverá recorrer à Justiça Federal se quiser contestar a retenção.

Segundo a ANP, não há evidências de refino efetivo na unidade, e a empresa estaria importando combustíveis quase prontos, com possível adulteração de classificação para pagar menos impostos. A agência também apontou falhas de segurança e descumprimento de normas regulatórias.

A Refit, por outro lado, declarou ter recebido a interdição com “surpresa e indignação” e negou as acusações. Afirmou que “jamais atuou ou opera como empresa de fachada para atividades ilegais” e disse que vai tentar reverter a decisão.

O Ministério Público do Estado do RJ também se posicionou contra os pedidos da empresa, alegando que a Justiça estadual não tem competência para interferir em ações da Receita nem da Polícia Federal.

Saiba mais:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.