O juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte (MG), absolveu os dez réus denunciados pela contaminação de cervejas da marca Backer, que causou a morte de dez pessoas e feriu gravemente outras 16, em 2020. Contra a decisão, cabe recurso.
Entre os acusados estavam três sócios da Cervejaria Três Lobos, dona da marca Backer. Além de técnicos que atuavam na unidade onde ocorreu a contaminação com produtos tóxicos. Todos receberam absolvição por falta de provas.
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O magistrado reconheceu os danos às vítimas, mas afirmou que o Ministério Público de Minas Gerais não conseguiu provar “quem, individualmente, agiu ou se omitiu de forma criminosa”.
Juiz atribui falha a defeito técnico na produção das cervejas Backer
O magistrado apontou como responsáveis pela contaminação o responsável técnico da cervejaria, já falecido, e o gerente de Operação Industrial, que não foi denunciado. Segundo a sentença, a origem do problema foi um furo no tanque de resfriamento, que permitiu o contato da cerveja com substâncias tóxicas usadas no sistema de refrigeração.
Essas substâncias causam a síndrome nefroneural, que afeta simultaneamente rins e cérebro. O juiz afirmou que, apesar da absolvição criminal, a Cervejaria Três Lobos continua obrigada a indenizar as vítimas e reparar os danos.
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