Dois jogadores venezuelanos de clubes brasileiros não conseguiram retornar ao Brasil depois da operação dos Estados Unidos que derrubou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, neste sábado, 3. Jefferson Savarino, do Botafogo, e José Martínez, do Corinthians, permanecem no país e não participaram da reapresentação de seus respectivos elencos para a temporada de 2026.
Savarino estava em Caracas, onde passava férias com a família, e tinha retorno ao Rio de Janeiro previsto para este sábado. No entanto, os aeroportos venezuelanos foram fechados depois da ação norte-americana no país. O Botafogo informou que “o jogador e a família estão bem e em segurança” e que mantém contato com o atleta.
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Crise na Venezuela afeta o futebol brasileiro
Martínez, por sua vez, não se reapresentou neste sábado no CT Dr. Joaquim Grava. De acordo com o clube, o jogador está impedido de retornar ao Brasil por causa de problemas relacionados à reemissão de seu passaporte venezuelano.
A diretoria informou que identificou ainda em setembro a necessidade de renovação do documento e tentou resolver a situação junto às embaixadas da Venezuela em Brasília e São Paulo. No entanto, foi comunicada de que o prazo para emissão poderia chegar a seis meses.
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Diante desse cenário, Martínez retornou à Venezuela no fim da temporada passada para começar pessoalmente o processo de reemissão. Enquanto o novo passaporte não é concluído, o atleta permanece no país sem autorização para voltar ao Brasil. O Corinthians afirma acompanhar o caso de perto e trabalhar para que o jogador se reapresente “o quanto antes”.
Savarino e Martínez são dois dos cinco jogadores venezuelanos que devem disputar o Campeonato Brasileiro de 2026. Além deles, também atuam no Brasil nomes como Tomás Rincón, do Santos; Nahuel Ferraresi, do São Paulo; e Yeferson Soteldo, do Fluminense. A Venezuela aparece como a sétima nacionalidade estrangeira com mais jogadores no Campeonato Brasileiro, atrás de Argentina, Uruguai, Colômbia, Paraguai, Equador e Portugal.
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