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Homem é dado como morto pela 4ª vez e tem aposentadoria suspensa pelo INSS

Walter Rodrigues de almeida foi confundido com o irmão gêmeo, já falecido, e está sem receber benefício há quatro meses

INSS idoso
Esta é a quarta vez Walter tem sua aposentadoria cortada pelo INSS I Foto: Reprodução/gov.br

Um idoso de 97 anos do Rio de Janeiro teve a aposentadoria suspensa pela quarta vez depois de ser dado como morto pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O órgão confundiu o aposentado Walter Rodrigues de Almeida com o irmão gêmeo dele, Waldir Rodrigues de Almeida, que já faleceu.

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Segundo a família, os irmãos Almeida compartilhavam dados como a data de nascimento e os nomes dos pais, mas possuíam CPFs distintos.

Mesmo assim, o INSS voltou a dar Walter como morto, obrigando-o a comprovar mais uma vez que está vivo para restabelecer o pagamento.

O aposentado está há mais de quatro meses sem receber sua aposentadoria, sendo o último pagamento de dia 5 de setembro do ano passado. Desde então, Walter já compareceu três vezes a agências do órgão para realizar a prova de vida e apresentar documentos.

INSS alega ‘suspeita de óbito’, diz família

Na última terça-feira, 13, familiares levaram o idoso à agência do INSS em Ramos, na Zona Norte do Rio. No local, foram informados de que o pedido de reativação do benefício segue “em análise”. A orientação recebida foi refazer a solicitação, apesar de toda a documentação já ter sido apresentada anteriormente.

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A filha do aposentado, Elaine Almeida, relata que o problema não é novo e já ocorreu outras três vezes. Segundo ela, a justificativa apresentada pelo INSS é sempre a mesma: a idade avançada do beneficiário e a existência de um irmão gêmeo falecido, o que geraria “suspeita de óbito”.

De acordo com a família, a aposentadoria é a única fonte de renda de Walter, que usa para custear despesas básicas e a compra de medicamentos.

O INSS informou que reativou o benefício do aposentado, e que os valores devidos devem ser pagos em até 20 dias. O órgão não detalhou por que a situação voltou a ocorrer, nem quais medidas serão adotadas para evitar novas suspensões indevidas no futuro.

Leia também: “A desordem estratégica do governo na CPMI do INSS”, reportagem publicada na Edição 300 da Revista Oeste

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