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Greve no Metrô e na CPTM deve deixar SP um caos na terça-feira 3

Reunião está marcada para as 18 horas desta segunda-feira 2. Justiça determinou efetivo máximo para horários de pico. Funcionários da Sabesp também devem paralisar

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Justiça determinou 100% de efetivo para horários de pico | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os funcionários do Metrô de São Paulo, da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vão realizar uma reunião, marcada para as 18 horas desta segunda-feira, 2.

As três categorias vão discutir se entrarão em uma greve conjunta agendada para a terça-feira 3. Se for confirmada, a paralisação de 24 horas deverá provocar um caos no trânsito da capital paulista.

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A suspensão das atividades é um protesto contra o plano de concessões e privatizações do governo do Estado de São Paulo, que incluem as linhas da rede metroferroviária e a estatal de saneamento.

Juntos, o Metrô e a CPTM transportam diariamente cerca de 4,2 milhões de passageiros, considerando somente as linhas administradas pelas duas estatais.

A previsão é que fiquem paradas as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô e as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM.

Durante a última paralisação dos metroviários, no dia 23 de março deste ano, São Paulo registrou mais de 700 km de congestionamento.

Na ocasião, a prefeitura reforçou a frota de 13 linhas de ônibus municipais. De acordo com a São Paulo Transporte, empresa que administra o transporte público da capital paulista, em dias normais, os ônibus da cidade registram uma média de 7,3 milhões de embarques.

Greve ‘política’

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou como a greve como “política” no sábado 30.

“Uma greve sem pauta, uma greve política. Falam que vão ‘entrar em greve porque estão estudando uma possível concessão’. Primeiro, falei que ia estudar concessões na campanha. Não estou fazendo nada de diferente do que eu ia fazer”, afirmou o governador.

Tarcísio afirmou que a intenção é enviar em outubro o projeto de privatização da Sabesp para a análise dos deputados estaduais.

O governador também encomendou estudos para privatizar todas as linhas remanescentes da CPTM e tem a intenção de fazer o mesmo com as linhas do Metrô.

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Governador Tarcício de Freitas classificou a greve como “política” | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os sindicatos dizem que querem discutir mais esses planos com a sociedade e evitar a piora do serviço.

Em relação à Sabesp, os funcionários afirmam que a empresa tem bons resultados, não onera o Estado e tem planos de universalizar o saneamento em pouco tempo.

Efetivo do Metrô e da CPTM para atender a população

Como alternativa para diminuir o impacto da manifestação na cidade, os funcionários do Metrô e da CPTM propuseram trabalhar com catracas liberadas, sem a cobrança de passagem para os usuários do transporte público.

Os trabalhadores da Sabesp garantiram que manterão um efetivo para emergências e que não haverá problema no abastecimento de água.

Mas na quinta-feira 28, a juíza Raquel Gabbai de Oliveira, do Tribunal do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), recusou a proposta de liberação das catracas nas estações de trem e estabeleceu uma multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento da decisão.

Se houver paralisação, a Justiça do Trabalho determinou 100% de operação nos horários de pico, sob pena de multa. No caso da Sabesp, a determinação é de 85% do efetivo.

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5 comentários
  1. Celso Ricardo Kfouri Caetano
    Celso Ricardo Kfouri Caetano

    Li um artigo anterior que o presidente do Metrô pretende punir os grevistas com multa.Multa!!! é piada. Minha opinião, não vou radicalizar todos os funcionários, muitos até aderem á greve por represália de colegas, assim é pegar os extremistas e radicais e manda-los para o olho da rua. Há muita gente procurando emprego. Privatização é uma palavra terrível para Lula, Boulos e seus seguidores pois implica em trabalho (lula deve ter alergia a isso), responsabilidade, comprometimento, disciplina e mais que tudo não produziu cai fora. E também deixando claro, há setores públicos que trabalham muito e recebem pouco como Educação, Saúde, Segurança, mas passando para as esferas federais Legislativo, Executivo, Judiciário etc o bicho pega. Vamos acabar com essa situação deixando claro que o Estado não tem que ser dono ou acionista de empresas e sim o setor privado. Cabe ao governo em si é aplicar leis, normas, regulamentos nas quais as empresas irão balizar seu controle administrativo, financeiro, social, econômico etc e fazer o que elas fazem de melhor produzir e gerar empregos, sem necessidade de bolsa auxilio e todos poderiam ter uma vida melhor. Para finalizar sindicatos no Brasil é coisa para se pensar pois sobrevivem através de tumultos, paralizações, taxas e muito mais, Lula é expert nessa área que lhe deu ascenção no cenário político.

  2. Christian
    Christian

    Piora do serviço é quando se promove uma GREVE.
    A responsabilidade é toda do sindicato, ponto final !

  3. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Essa greve não busca melhorar os serviços para o público; ela visa evitar a privatização dos serviços para garantir privilégios. É greve estilo “sindicatos”, greve para interferir nos assuntos do governo às custas de sacrificar o povo. Não busca maior eficiência no transporte, não busca redução de tarifas, apenas busca evitar que o governo privatize os serviços para que possam continuar exercendo poder político, dominando o setor e impondo suas regras, majorando seus salários, aumentando suas benesses.

  4. Ed Camargo
    Ed Camargo

    Sem ter greve a cidade já é um Caos, agora vamos ver como fica. Mas esta greve é somente o início, devemos paralizar todo o país em protesto contra os usurpadores que vivem as nossas custas.
    O preço dos combustíveis já subiu novamente, a infla▼ão esta consumindo e destruindo nosso poder aquisitivo. E o regime petralha gasta bilhões além do que confisca dos frutos do nosso trabalho, contribuindo para chegarmos a Hiper-inflação. Não podemos ficar calados e aceitar a coleira em nosso pescoço e fazer greve é nossa única alternativa de forçar o regime agir com moderação e dentro da lei.

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