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Governo federal decreta emergência por risco de ruptura de barragem em Minas Gerais

Até este domingo, 1º, as autoridades confirmaram 65 mortes em Juiz de Fora e sete em Ubá em decorrência das chuvas

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A identificação desse risco levou a Defesa Civil a emitir dois alertas extremos, além de determinar a retirada dos moradores da região | Foto: Divulgação/Prefeitura de Porteirinha

Depois de fortes chuvas atingirem Minas Gerais, o governo federal declarou emergência em Porteirinha, no norte do Estado, devido ao perigo iminente de ruptura da Barragem de Lages, situada na zona rural do município.

A identificação desse risco levou a Defesa Civil a emitir dois alertas extremos, além de determinar a retirada dos moradores da região.

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De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o Grupo Federal de Segurança de Barragens, formado pela Defesa Civil Nacional e por órgãos estaduais e municipais, segue acompanhando a situação.

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Com a portaria de reconhecimento de emergência, Porteirinha pode agora solicitar recursos federais para ações de assistência humanitária, apoio aos desabrigados e intervenções emergenciais na barragem, a fim de reduzir o risco de colapso.

Técnicos da Defesa Civil Nacional reuniram-se neste domingo, 1º, com o prefeito Silvanei Batista e autoridades do Norte de Minas para alinhar medidas de resposta.

Na Zona da Mata, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil mantém suporte técnico às cidades afetadas, buscando agilizar os processos de auxílio.

O governo federal disponibilizou R$ 16,1 milhões para ações emergenciais em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. Até este domingo, 1º, as autoridades confirmaram 65 mortes em Juiz de Fora e sete em Ubá em decorrência das chuvas.

Chuvas históricas e evacuação dos moradores

Dados da prefeitura mostram que, na madrugada de sábado, 28, choveu mais de 120 milímetros em apenas quatro horas, superando a média histórica e provocando a maior cheia registrada na região em mais de quatro décadas. A Barragem de Lajes foi construída em 1983 e ocupa uma área de 11 hectares.

A prefeitura estima que o rompimento total da barragem pode obrigar cerca de 800 pessoas a deixar suas casas e afetar aproximadamente 85 hectares, especialmente nas comunidades de Lajes, Barreiro, Barroca e no distrito de Serra Branca.

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Até domingo, as autoridades já haviam retirado 114 moradores de 46 casas da área de risco; 13 seguiram para abrigos, e os demais buscaram refúgio em residências de parentes.

Ações de vistoria e responsabilidade pela barragem

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, informou ter enviado técnicos para vistoriar a barragem, avaliar sua condição e oferecer apoio técnico conforme acordo de cooperação vigente.

A Codevasf destacou que a responsabilidade pela gestão, operação e manutenção da Barragem de Lajes é da prefeitura, com a qual mantém termo de compromisso desde 1989.

Leia também: “O país do esgoto”, artigo de Edilson Salgueiro publicado na Edição 310 da Revista Oeste

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