O pedido para que Deolane Bezerra, advogada e influenciadora digital, cumpra prisão domiciliar foi apresentado à Justiça pela sua equipe de defesa, que sustenta a inocência da cliente diante das acusações da Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público paulista, na quinta-feira 21. Detida sob suspeita de envolvimento na lavagem de dinheiro atribuída à facção criminosa Primeiro Comando da capital (PCC), ela aguarda decisão judicial sobre o habeas corpus protocolado no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
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Rogério Nunes, advogado que integra a equipe de defesa, argumenta que Deolane é mãe de uma filha menor, o que justificaria o benefício da prisão domiciliar. “Isso é pacificado”, disse Nunes. “Só falta não dar a ela.”
Defesa e posicionamento oficial
“Ressaltamos a sua mais absoluta inocência, bem como que os fatos serão devidamente esclarecidos por esta em momento oportuno”, declarou a defesa por meio de nota. O texto acrescenta que considera desproporcionais as medidas impostas e ressalta a disposição da equipe para colaborar tecnicamente com a Justiça, confiando na imparcialidade do Judiciário.
Nunes informou ainda que está acompanhando a transferência de Deolane para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do Estado. Conforme apontam as autoridades, a influenciadora é suspeita de atuar como gestora financeira do PCC.
Ações da Operação Vérnix e desdobramentos
A operação desta quinta-feira também incluiu mandados de prisão para Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, tido como líder do PCC, e para familiares dele. Marcola encontra-se detido em presídio federal de Brasília desde 2023. Seu advogado, Bruno Ferullo, afirmou que o cliente não dirige a facção de dentro da prisão, como alegam as autoridades.
No total, houve seis prisões preventivas, bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, apreensão de 17 veículos — incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões — e sequestro de quatro imóveis ligados aos investigados.
Origem e evolução das investigações
A investigação teve início em 2019, depois de a Polícia Penal apreender bilhetes na penitenciária de Presidente Venceslau (SP) com dois detentos. O material permitiu identificar ordens internas do PCC, contatos com lideranças e relatos sobre possíveis ataques a servidores públicos.
Em um dos textos analisados, foi citada uma “mulher da transportadora”, que teria fornecido endereços de servidores públicos para possíveis atentados. Um segundo inquérito buscou identificar essa mulher e sua relação com a transportadora ligada ao PCC, levando os investigadores até uma empresa suspeita de servir à lavagem de dinheiro.
Indícios contra Deolane e conexão com o grupo criminoso
A ligação de Deolane com Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como gestor indireto da transportadora Lado a Lado, fez com que a investigação chegasse até ela. As autoridades alegam que Everton era responsável por destinar valores a Alejandro Camacho, conforme orientações do grupo. Parte desses recursos teria sido destinada a contas de Deolane.
Segundo a investigação, a quebra de sigilos bancários revelou que Deolane movimentou milhões em nome do PCC, usando sua estrutura profissional e imagem pública para dar aparência lícita ao dinheiro do crime organizado. “O crime deposita recursos na figura pública, os valores se misturam a outros com origem lícita e depois retornam ao crime organizado”, explicou o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sergio Oliveira Costa.
Os investigadores também revelam que Deolane abriu 35 empresas num único endereço residencial, todas supostamente fictícias, o que teria criado uma teia financeira que dificultava o rastreamento dos valores movimentados.
Antecedentes e outras operações
Em setembro de 2024, Deolane já havia sido presa, em apuração sobre jogos ilegais e lavagem de dinheiro, durante a Operação Integration, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco e pelo Ministério Público. Ela e a mãe, Solange Alves, foram detidas no bairro de Boa Viagem, zona sul, mas liberadas 20 dias depois, com a revogação das prisões preventivas.
No caso investigado no Recife, a polícia apurou que a organização criminosa utilizava empresas de eventos, publicidade, câmbio e seguros para mascarar operações de lavagem de dinheiro por meio de transações bancárias e depósitos.
Leia também: “Punição excessiva e impagável”, artigo de Rachel Díaz na Edição 315 da Revista Oeste





































Deolene num tem o pai estourado pra salvá-la pra que quer advogados e ela já uma que “eu só gosto de bandido.
Alega que é mãe de filha menor. O que acontece é que a Débora do batom, mesmo não tendo cometendo crime nenhum, teve que ficar longe dos filhos menores de idade por mais de 2 anos. Repito: SEM COMETER CRIME!
Essa aí é só uma tranqueira criminosa que sabia o que estava fazendo. Na verdade ela se orgulha de gostar de bandido, de defender bandido. Merece apodrecer na cadeia!