A Confederação Brasileira de Tiro Tático (CBTT) e o movimento PL Defesa, ligado ao Partido Liberal (PL), divulgaram um vazamento de dados dos Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). Publicado no sábado 20, um documento das entidades afirma que dados como nome, CPF e quantidade de munições adquiridas foram expostas na plataforma Sisgcorp, gerenciada pelo Exército.
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“Além de violar gravemente a Lei Geral de Proteção de Dados, a exposição poderá tirar a vida de inúmeros pais de família”, afirma o ofício. O documento está endereçado ao general brigadista André Monteiro Gusmão, diretor de fiscalização do Exército.
De acordo com o ofício, encabeçado por Odair Alves, coordenador nacional do PL Defesa, há mais de 10 mil páginas com informações sensíveis dos CACs. A CBTT afirma que “se tais dados caírem nas mãos do crime organizado, logo teremos notícias de invasão à residências para roubo desses armamentos e munições”.
Ao tentar acessar o Sisgcorp nesta segunda-feira, 22, a reportagem de Oeste notou instabilidade, porém não foi capaz de completar o login via gov.br. Depois da publicação desta matéria, o Exército confirmou o vazamento.
“Assim que o Exército Brasileiro tomou conhecimento desta falha, tornou o sistema indisponível e mobilizou as equipes responsáveis para resolver o problema em caráter de urgência”, afirmou em nota à Oeste. Também confirmou que “encaminhará à Agência Nacional de Proteção de Dados a relação completa dos usuários que consultaram dados de terceiros por intermédio do referido sistema”.
Como é o cenário dos CACs no Brasil
Desde 1º de julho, a Polícia Federal (PF) é a responsável pela fiscalização das atividades dos CACs. De acordo com seu levantamento mais recente, o Brasil possui cerca de 990 mil pessoas registradas como CACs. A maioria delas está localizada nos Estados de São Paulo, do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais.
Além disso, a PF revela que mais de 1,5 milhão de armas estão registradas. Deste montante, cerca de 80% são de atiradores esportivos, 15% pertencentes à caçadores e 5% dos colecionadores.
Leia também: “O direito às armas“, texto publicado na Edição 125 da Revista Oeste









































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