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Congresso se divide sobre as ações econômicas de Guedes contra o coronavírus

Deputados e senadores aprovaram várias medidas adotadas pelo governo durante a pandemia, mas questionaram falhas no pagamento do auxílio emergencial

Edu Andrade/Ascom/ME

Deputados e senadores aprovaram várias medidas adotadas pelo governo durante a pandemia, mas questionaram falhas no pagamento do auxílio emergencial

Deputados e senadores ouviram nesta quinta, 30, o ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão Mista de Acompanhamento das Medidas Relacionadas ao Coronavírus. Em parte, os congressistas avaliaram positivamente as ações tomadas pelo governo federal, no entanto, fizeram ponderações principalmente, em relação ao pagamento do auxílio emergencial.

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Na avaliação do líder do PP no Senado, Esperidião Amin (SC), o governo conseguiu avançar muito bem nos programas sociais, como exemplo, ele citou a criação do auxílio emergencial. “O presidente Jair Bolsonaro entrou firme na negociação para que este benefício fosse implementado. Com esta articulação foi possível sair de R$ 200 para R$ 600. Na questão social, o governo mostrou sim uma sensibilidade de tentar atender os que mais precisavam”, comentou.

Edu Andrade/Ascom/ME

No entanto, o deputado Felício Laterça (PSL-RJ), sugeriu que Paulo Guedes implementasse outros bancos, além da Caixa Econômica, no sistema de pagamento do benefício. Ao deputado, o ministro da Economia afirmou que poderá estudar a medida. Conforme a Oeste antecipou, a entrada de novos bancos já vem sendo estudada pelo governo federal, e poderá ser anunciada nos próximos dias.

O deputado José Nelto (Podemos-GO) foi mais crítico, e cobrou maior agilidade da equipe econômica na liberação dos recursos. “O que eu recebi de reclamações de gente que entra no sistema e que está inapto, não tem emprego, nem nada, não é pouca coisa. O governo tinha que ter colocado o Banco do Brasil e todas as agências bancárias e loterias para fazer o mesmo desde o início”, reclama.

Na apresentação feita aos parlamentares, a qual a Oeste teve acesso, o ministro da Economia afirmou que o governo federal poderá destinar até R$ 212,4 bilhões para atender os mais vulneráveis e os trabalhadores.

Leia Mais: Com contrapartidas, ajuda aos estados pode chegar a R$ 60 bilhões

Sobre as linhas de crédito para empresários lançadas pelo governo, Esperidião Amin afirmou que, o que já foi aprovado está de “bom tamanho”, mas fez ponderações. “O governo precisa fazer um fundo garantidor para confirmar as linhas de crédito, se não dermos garantias, os bancos não vão emprestar”, disse.

Aos parlamentares, Paulo Guedes afirmou que a pasta irá destinar até R$ 274 bilhões em crédito para empresas em diversos programas como para financiar folha de pagamento, setor de saúde, adiamento de financiamentos atuais e até melhorias de crédito para aposentados do INSS.

Para o relator da comissão, deputado Francisco Jr (PSD-GO), a apresentação do ministro Guedes serviu para mostrar o tamanho dos problemas causados pelo coronavírus. “A reunião foi muito boa e ele foi muito seguro nas suas explanações. Estamos cada vez mais conscientes do tamanho do problema”, afirmou.

* Com informações de Rodolfo Costa

2 comentários
  1. Júlio Rodrigues Neto
    Júlio Rodrigues Neto

    O Fundo Eleitoral é dinheiro público, tirado da União, para turbinar Partidos Políticos. Êste dinheiro está fazendo MUITA FALTA no combate ao coronavírus. Dinheiro público é para atender o público, e não meia dúzia de PRIVILEGIADOS.

  2. Jose Angelo Baracho Pires
    Jose Angelo Baracho Pires

    Ali só tem bandido. Senado faz ciumeira em Botafogo, o mimado.

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