A consolidação do Comando Vermelho (CV) em Belém, nos últimos dez anos, colocou a capital paraense no centro de um desafio de segurança em meio à COP30, conferência do clima da ONU que reúne dezenas de milhares de pessoas até 21 de novembro.
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Segundo relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a facção fluminense estabeleceu presença no Pará a partir de 2014, quando consolidou seu domínio em bairros periféricos da Região Metropolitana de Belém e em municípios vizinhos, como Ananindeua.
A principal tática do Comando Vermelho tem sido a incorporação de gangues locais, estratégia que facilitou a adoção do nome e dos símbolos da facção por grupos já ativos. A Equipe Rex, presente no bairro Terra Firme, e a Equipe Real, em Ananindeua, são exemplos de organizações que passaram a integrar a estrutura do CV.
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Comando Vermelho X PCC: uma disputa por território
A presença da facção em Belém está diretamente ligada à importância logística da cidade nas rotas internacionais do narcotráfico. Localizada entre a costa atlântica e os principais rios da Amazônia, Belém faz parte do corredor por onde circulam aproximadamente 40% das 2 mil toneladas de cocaína produzidas por ano no mundo, de acordo com o relatório. A cidade também tem acesso ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena, um dos principais pontos de escoamento da droga para a Europa e a África.
A disputa pelo controle dessas rotas levou a episódios de violência. O mais emblemático foi em 2019, no Centro de Recuperação Regional de Altamira (PA), quando o confronto entre o CV e o Comando Classe A, aliado do Primeiro Comando da Capital (PCC), resultou em cerca de 60 mortos. O episódio motivou a intervenção da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, que permaneceu no Estado até agosto de 2020.

O sistema carcerário paraense figura como peça central no funcionamento da facção. Mesmo com lideranças em presídios federais, a conexão com o Pará é mantida. Os chefes são conhecidos como “torres” ou “conselheiros finais”, e coordenam operações por meio da célula chamada “Conselho Geral de Missões”.
Embora as autoridades locais tenham conseguido reduzir em mais de 50% os homicídios desde 2018, o poder paralelo das facções continua ativo. A meta do poder público é evitar que novos episódios de violência ou ameaças comprometam a segurança da COP30, evento de repercussão internacional que ocorre na capital paraense.
Leia também: “‘A estrutura do crime é maior que a do Estado’”, entrevista com Ronaldo Caiado publicada na Edição 204 da Revista Oeste








































A gente só pode dizer: fazuele de novo!
CV se juntando aos seus comparsa/companheiro do desgoverno do Luladrão.
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