O jornalista Márcio Gomes, da CNN, publicou no Instagram nesta quinta-feira, 6, uma queixa sobre os preços da alimentação no complexo da COP30, em Belém. No vídeo, ele conta que comprou uma quiche de espinafre e um refrigerante zero por R$ 70. Em seguida, adquiriu um salgadinho de camarão com queijo por R$ 29. O total da refeição chegou a R$ 99.
No registro, dentro de um dos parques que abrigam estruturas do evento, Gomes comenta principalmente o tamanho das porções e os respectivos valores. “É muito caro.” Ele destaca do mesmo modo que o queijo na refeição tem como origem o arquipélago do Marajó, tradicional reduto queijeiro da região.
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COP30: preços, inflação e discurso contraditório
As áreas oficiais da conferência contam com fornecedores credenciados pela organização do evento, em coordenação com o governo federal e o governo do Pará. Até o momento, a lista completa das empresas responsáveis pela venda de alimentos ao público geral não foi divulgada oficialmente. Em eventos anteriores da ONU, o modelo costuma reunir serviços de catering contratados e pontos operados por empreendimentos locais selecionados por edital.
Apesar do discurso voltado à inclusão e à valorização de cadeias produtivas da região amazônica, os preços relatados por visitantes e profissionais reabriram o debate sobre acesso. Belém é uma capital marcada por desigualdades socioeconômicas. Valores inflacionados podem dificultar a circulação e a participação de moradores de menor renda nos espaços da conferência.
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Para analistas que acompanham a preparação do evento, situações como essa revelam uma contradição entre a narrativa oficial e a experiência prática de quem frequenta o local. O governo federal tem defendido a escolha de Belém como gesto de aproximação com a Amazônia e com comunidades da região, mas, na prática, o ambiente da conferência pode acabar restringindo o acesso justamente de quem vive na cidade que a sedia. A inflação nos preços de hotelaria foi outro motivo de intensas críticas durante o período de preparação para o evento.
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