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Com calor de 40ºC, escolas do Rio de Janeiro adotam chuveirão

O Estado fluminense tem tomado medidas para minimizar os impactos do fenômeno

Calor no Rio de Janeiro
Crianças se refrescam no bairro de São Cristóvão para amenizar a onda de calor que atinge o Rio de Janeiro | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Rio de Janeiro enfrenta uma onda de calor incomum para esta época do ano, com temperaturas que ultrapassam os 40ºC pelo terceiro dia consecutivo, nesta sexta-feira, 13. Para lidar com o calor extremo, escolas e sistemas de transporte da cidade estão adotando medidas diferenciadas.

Nesta quinta-feira, 12, a máxima registrada foi de 41,1ºC em Guaratiba, zona oeste carioca, segundo dados da prefeitura. Essa é a maior temperatura deste inverno, que termina em 22 de setembro.

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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, em resposta ao calor, escolas públicas e particulares orientam os alunos a levarem garrafas de água para se hidratar. Em algumas creches, banhos de chuveiro ao ar livre estão sendo implementados para aliviar o calor das crianças.

Os banhos de chuveiro, comuns durante o verão, agora são uma estratégia para enfrentar o calor atípico. Pais e responsáveis também estão tomando precauções, como enviar alimentos frescos e gelados.

“Fiz suco de uva e de manga para as minhas filhas”, afirmou Karine Santanna à Folha. Ela é mãe de gêmeas adolescentes que estudam no 7º ano em uma escola na Ilha do Governador, zona norte do Rio.

Governo do Rio de Janeiro realiza ações contra o calor

Cristo Redentor | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Imagem do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro: 38 metros de altura somando estátua e pedestal | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro informou que orientou as equipes escolares a incentivarem a ingestão frequente de líquidos pelos alunos, conforme o Decreto Nº 54740, que estabelece cinco níveis de calor e orientações específicas para cada um.

“Nos níveis mais altos, as atividades externas podem ser suspensas ou transferidas para locais internos”, acrescentou a secretaria.

Leia também: “Não foi o aquecimento global”, reportagem de Myllena Valença publicada na Edição 220 da Revista Oeste

Nesta sexta-feira, praias como Copacabana e Ipanema estavam lotadas desde cedo, com cadeiras e guarda-sóis espalhados para proteger os banhistas. A previsão do Alerta Rio é de tempo quente e seco, com céu claro, sem chuva e umidade relativa do ar com variação de 12% a 20%. Os ventos estarão fracos a moderados, e as temperaturas continuarão elevadas, com mínima de 20ºC e máxima de 40ºC.

A umidade ideal para o corpo humano, segundo a Organização Mundial da Saúde, está de 40% a 70%. Com a baixa umidade, a cidade enfrenta desafios adicionais, como incêndios em vegetação. O Corpo de Bombeiros relatou cerca de 40 ocorrências em andamento nesta sexta-feira, enquanto no dia anterior foram registrados aproximadamente 460 focos em todo o Estado.

Um dos incêndios mais graves ocorreu no Parque das Andorinhas, em Itaipu, no município de Niterói, que queimou por mais de 12 horas. A Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, e a base da Pedra da Gávea também registraram focos de incêndios.

Focos de incêndio

Queimadas no Brasil
Ane afirmou que um dos principais motivos para os incêndios aumentarem é a segunda passagem do El Niño no continente | Foto: Agência Brasil/Joédson Alves

Até o início de setembro, o Estado do Rio de Janeiro registrou 841 focos de incêndio florestal, com a possibilidade de superar o recorde de 2011, que teve 972 casos ao longo do ano. Neste ano, o Corpo de Bombeiros já atendeu mais de 16 mil ocorrências, 4,6 mil a mais que no mesmo período de 2023.

A seca também levanta preocupações sobre o abastecimento de água. O governo estadual anunciou obras emergenciais para manter a vazão do Sistema Imunana−Laranjal. As ações buscam minimizar os efeitos da estiagem sobre o abastecimento de água para a população.

Calor afeta o fornecimento de energia elétrica

A Light, concessionária responsável pela rede elétrica, relatou que ligações clandestinas sobrecarregam os transformadores, projetados para atender apenas clientes regulares, e podem levar ao desligamento dos equipamentos e à falta de luz.

A empresa enfrenta um prejuízo anual de aproximadamente R$ 800 milhões por causa do furto de energia. A companhia tem uma média de 34 em cada cem clientes regulares envolvidos em práticas de furto.

Para aliviar o calor nos transportes públicos, o Metrô Rio instalou ventiladores nas estações, além de já contar com uma frota equipada com ar-condicionado.

“Os equipamentos de refrigeração passam por inspeções diárias, e, caso seja constatado algum problema, o trem é retirado de circulação e encaminhado imediatamente ao centro de manutenção”, afirmou a concessionária.

No entanto, passageiros das barcas reclamaram do calor nas embarcações, já que nem todas possuem ar-condicionado.

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