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Justiça nega pedido de liberdade e mantém prisão de Deolane

Tribunal paulista avalia mérito sobre habeas corpus; influenciadora digital responde a inquérito por suposta lavagem financeira ligada ao PCC

Deolane Bezerra
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra | Foto: Reprodução/Instagram

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O Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou o habeas corpus da advogada Deolane Bezerra, mantendo sua prisão na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, onde está desde 21 de maio. Ela é investigada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil por supostamente lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que nega. As investigações, iniciadas em 2019, revelaram movimentações financeiras ilícitas ligadas a uma transportadora.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitou o habeas corpus da defesa da advogada Deolane Bezerra nesta quinta-feira, 25. Os magistrados julgaram o mérito do processo criminal. O veredicto ratifica a restrição cautelar da influenciadora digital. Ela cumpre a medida restritiva desde 21 de maio.

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O TJ-SP já havia descartado um recurso liminar em maio. O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino também negou o benefício da detenção domiciliar, ele afirmou que não houve ilegalidades na ação. Deolane continua presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista.

O Ministério Público e a Polícia Civil investigam a advogada por supostamente ser a “mulher de lavar dinheiro” para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A viúva do cantor MC Kevin nega.

Deolane alega ter recebido R$ 24 mil por serviços legais prestados. “A justiça vai ser feita”, disse a acusada. “Nós vamos provar a verdade.” As investigações policiais iniciaram-se no ano de 2019 na cidade de Presidente Venceslau.

Agentes penitenciários acharam bilhetes manuscritos na rede de esgoto da Penitenciária II. Os documentos mostravam ordens internas do PCC e contatos de criminosos. Os papéis detalhavam ações violentas planejadas contra servidores públicos.

A estrutura financeira que levou à prisão de Deolane

Os investigadores mapearam a movimentação de capital ilícito. Eles descobriram uma transportadora na cidade do interior paulista. O crime organizado utilizava a empresa para ocultar o dinheiro. A firma transferia valores para contas bancárias de terceiros.

Duas dessas contas bancárias pertencem à influenciadora digital. O grupo realizava depósitos fracionados em dinheiro vivo. A quantia passava pela transportadora antes de chegar à acusada. O objetivo era afastar os valores de sua origem ilícita.

“O crime organizado deposita os valores nessa figura pública”, explicou o delegado Edmar Caparroz. “Esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades legais.” Os recursos retornavam limpos para a facção criminosa depois de um tempo.

O elo com o PCC

A polícia aponta Paloma Camacho como a principal ligação da advogada com o PCC. A mulher é sobrinha de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. Paloma mora atualmente na capital da Espanha.

Deolane também manteria relações comerciais com gestores fantasmas da transportadora. Os agentes públicos não identificaram serviços compatíveis com os pagamentos recebidos. O juiz determinou a preventiva por risco de fuga do país.

Leia mais: “OAB suspende registro profissional de Deolane Bezerra

A influenciadora viajou para a Europa semanas antes da operação. Ela retornou ao território brasileiro na véspera das buscas. Familiares do líder do PCC fugiram do país durante as investigações. A Interpol incluiu a advogada na difusão vermelha.

Outros alvos da ação

A operação atingiu outras pessoas ligadas à facção criminosa. Everton de Souza sofreu sanções por atuar como operador financeiro. Alejandro Camacho e Leonardo Camacho também entraram na mira dos agentes. Eles são irmão e sobrinho de Marcola.

A polícia cumpriu mandados de busca contra o filho adotivo da influenciadora. Giliard Vidal dos Santos exibia veículos de luxo e joias nas redes sociais e viajava frequentemente para destinos internacionais.

Esta é a segunda prisão de Deolane em menos de dois anos. A Polícia Civil de Pernambuco conduziu o caso da influenciadora no ano passado. O inquérito apurava transações com casas de apostas. Ela investiu R$ 65 milhões em bens luxuosos na época.

Leia mais: “OAB-SP pede habeas corpus para Deolane Bezerra

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