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CNJ suspende posse de juiz branco que entrou por cotas

Tarcisio Francisco Regiani Júnior foi aprovado para uma das vagas reservadas para candidatos negros

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Tarcisio Francisco Regiani Júnior foi considerado branco pelo CNJ | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suspendeu temporariamente, nesta quinta-feira, 19, a posse de Tarcisio Francisco Regiani Júnior como juiz substituto no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Regiani Júnior foi aprovado para uma das vagas reservadas para candidatos negros e seria empossado hoje, mas segundo a decisão, há “fortíssimos indícios” de que ele seja branco.

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“A política pública de cotas se destina a pessoas que aparentam ser negras, com base em caracteres fenotípicos de pardos ou pretos e não pessoas que são geneticamente negras ou que se sintam pertencentes à cultura dos afrodescendentes. Isso não foi observado quando da análise fenotípica do candidato”, disse o ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, do Conselho Nacional de Justiça, na decisão.

O processo foi proposto pela Associação Nacional da Advocacia Negra (Anan). A entidade alegou que as características físicas avaliadas não conferem ao candidato a aparência racial negra que o torne vítima ou potencial vítima de discriminação racial.

Segundo resolução do CNJ, a comissão responsável pela verificação deve ser formada por especialistas em questões raciais e direito antidiscriminação. De acordo com a Anan, o princípio não foi obedecido na escolha de Tarcisio. “As vagas reservadas devem ser destinadas para candidatos que tenham experiência com a temática racial, o que não foi observado”, destaca a associação.

 

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7 comentários
  1. Adair Nogueira Filho
    Adair Nogueira Filho

    Amigos, esse Sr irá demonstrar que se adequa aos parâmetros estranhamente “legais”. Mais uma vergonha para o judiciário carioca. Em tempo: na UERJ há cotas para ingresso no mestrado e no doutorado. Quanta infâmia.

  2. CEZAR ALBERTO MINGARDI
    CEZAR ALBERTO MINGARDI

    De fato toda a humanidade é afrodescendente. Todos somos originários da África. A segregação racial não funcionou nada bem na África do Sul, lembram?

  3. Errol Bicalho
    Errol Bicalho

    Começou bem a carreira de juiz mostrando sua idoniedade e caráter. Esse tem futuro e deve chegar ao STF.

  4. Paulo Sergio Tosi
    Paulo Sergio Tosi

    Acabem de vez com esse engodo! É uma excrescência pleitear cotas depois da Universidade.

  5. J. P. Ortega
    J. P. Ortega

    Artigo primeiro da Constituição não permite qualquer distinção por cor, classe social ou raça.

    Como pode existir cotas se isso é inconstitucional ?

  6. Julio gomes
    Julio gomes

    O problema pode estar na subjetividade que compõe estas leis de reparaçao. Se o rapaz tem um ancestral negro, a lei nao se aplica? Parecer branco e ter ancestrais negros é comum no nosso país. Isto é o que dá inventar moda onde nao se aplica. Tenho sangue de negro, meu avô, e minha filha é branquinha feito européia. E aí? Ela é afrodescendente. Se fizer um concurso nao pode pleitear cota? Nunca o fez. Pois é…é o festival de sandices que assola o país. Estamos com os idiotas no comando.

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