O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), prestou homenagem nesta quarta-feira, 29, aos quatro policiais mortos durante a operação que deixou 64 pessoas mortas nos complexos do Alemão e da Penha, segundo dados oficiais.
A ação, chamada de Operação Contenção, foi conduzida exclusivamente pelas forças do Estado, sem pedido formal de apoio ao governo federal.
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Em postagem nas redes sociais, Castro afirmou que os agentes “foram mortos por narcoterroristas durante a Operação Contenção, em um dia histórico de enfrentamento ao crime organizado”. Ele publicou uma montagem com as fotos dos quatro policiais — dois da Polícia Civil e dois do Batalhão de Operações Especiais — e acrescentou: “Deram a vida cumprindo o dever de proteger a população fluminense”.
Os policiais mortos são:
- Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, comissário da 53ª DP;
- Rodrigo Velloso Cabral, da 39ª DP;
- Cleiton Serafim Gonçalves; e
- Heber Carvalho da Fonseca.
O governador disse ainda que os agentes serão promovidos postumamente e manifestou solidariedade a famílias, amigos e colegas de farda. A operação, considerada a mais letal da história do Estado, foi planejada ao longo de dois meses, depois de um ano de investigações.
Segundo a corporação, a polícia cumpriu 81 dos cem mandados de prisão contra líderes do Comando Vermelho que estariam escondidos em comunidades do Rio e do Pará.
Desdobramentos da Operação Contenção no Rio de Janeiro

A ofensiva provocou caos na capital fluminense, com tiroteios, granadas lançadas por drones, bloqueio de vias expressas — como a Avenida Brasil e as Linhas Amarela e Vermelha — e suspensão do transporte público. Escolas, unidades de saúde e comércios nas regiões afetadas interromperam o funcionamento.
Durante a ação, um drone da Polícia Civil registrou criminosos fugindo por trilhas na mata da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, cena semelhante à da ocupação do Complexo do Alemão em 2010.
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Ao longo do dia, Castro declarou que o Estado do Rio de Janeiro “agiu sozinho” no combate ao Comando Vermelho e que pedidos de ajuda ao governo federal teriam sido negados.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, rebateu a fala e afirmou que todas as solicitações foram atendidas. Os dois devem se reunir nesta quarta-feira para discutir a troca de acusações e os próximos passos da cooperação entre União e Estado.
“Ataques covardes não ficarão impunes”, diz Polícia Civil
Nas redes sociais, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte dos quatro agentes durante a megaoperação e prometeu uma resposta “à altura” aos criminosos. A corporação também se solidarizou com as famílias das vítimas e classificou os ataques como “covardes”.
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Dessa vez nosso governador tem todo nosso apoio somos gratos pela operação força governador.
E que Deus conforte família e amigos dos policiais que tombaram.
Devia ser manchete de 2 dias
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Deixaram o RJ chegar neste ponto, o Supremo, políticos e partidários de grupo terroristas. ONGs e grupos de Direita Humanos as Avessas. Perdeu o Brasil.
Pela primeira vez aprovo ações do governo Castro, o rio há muito está entregue a criminalidade sem ninguém tomasse atitude. Agora não pode fraquezar de stf vier tirar satisfação.