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Chuvas matam 10 e deixam milhares sem teto no país

Governo federal aciona alerta máximo em Pernambuco e na Paraíba

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O volume de água atingiu marcas históricas em municípios de Pernambuco como Alhandra, com 191 mm, e Pilar, com 170 mm | Foto: PRF/Divulgação

Dez pessoas morreram em decorrência de fortes chuvas no país nas últimas 48 horas. A tragédia se concentra no Recife e cidades vizinhas, onde deslizamentos de terra soterraram famílias. O Ministério da Integração elevou o nível de resposta para alerta máximo neste sábado, 2, para socorrer as vítimas da região.

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A capital pernambucana registrou a maioria dos óbitos, incluindo uma mãe e seu filho vítimas de um desmoronamento. São Lourenço da Mata também confirmou uma morte. O governo estadual contabiliza mais de 1,6 mil pessoas em abrigos públicos e cerca de mil moradores que precisaram deixar suas casas por conta própria. No Rio Grande do Sul, quatro pessoas morreram em um naugráfio em Pelotas. Ao menos 19 municípios foram afetados pelas chuvas.

Caos na Paraíba

A Paraíba decretou estado de calamidade pública devido ao rastro de destruição. A Defesa Civil estadual afirma que 1,5 mil famílias estão desalojadas e 9 mil pessoas sofrem os efeitos diretos das enchentes. João Pessoa, Campina Grande e Cabedelo lideram a lista das cidades mais castigadas pela força das águas.

O governo paraibano ainda investiga duas mortes em Guarabira, mas os órgãos oficiais ainda não somam esses casos ao balanço das chuvas. Equipes federais chegaram ao Estado para ajudar prefeituras com suporte técnico. O foco imediato é retirar moradores de áreas onde o solo continua instável.

Monitoramento federal

Técnicos da Defesa Civil Nacional realizam visitas presenciais aos municípios inundados para acelerar a liberação de verbas. O Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos emitiu 22 avisos de perigo durante o pico das chuvas. Embora o volume de água tenha caído nas últimas horas, as autoridades mantêm a vigília constante.

O governo federal ainda processa os pedidos de reconhecimento de emergência feitos pelos prefeitos. Profissionais qualificados verificam os danos em pontes e estradas para garantir a entrega de comida e remédios. A ordem em Brasília é manter as equipes de prontidão total até que o tempo firme por completo na região.

Leia também: “Frente fria traz chuva forte ao Rio e ao litoral de São Paulo”

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