A Prefeitura de Limeira declarou como de utilidade pública o castelo inacabado que pertenceu ao cantor sertanejo José Rico, da dupla Milionário e José Rico. A medida foi publicada no Diário Oficial do município e abre caminho para estudos sobre uma possível desapropriação do imóvel, depois de sucessivas tentativas frustradas de leilão judicial.
Localizado no bairro Jaguari, o imóvel é avaliado em R$ 15,1 milhões e ocupa uma área de 10.249 metros quadrados. A construção tem mais de 100 cômodos e se tornou uma das marcas mais conhecidas da trajetória do artista, que começou a erguer o castelo em 1991 e morreu em 3 de março de 2015, aos 68 anos, sem concluir a obra.
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De castelo a memorial
Segundo a Prefeitura, o decreto é a primeira etapa de um processo técnico, jurídico e econômico que vai avaliar a viabilidade da desapropriação. A administração municipal informou que a intenção é preservar o espaço e estudar a criação de um polo voltado à memória da música sertaneja, com potencial turístico e cultural para a cidade.
O castelo já havia sido colocado em leilão judicial mais de uma vez, mas não recebeu propostas. A penhora foi determinada pela Justiça do Trabalho para quitar dívidas relacionadas a um músico que integrou a equipe da dupla em anos anteriores.
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A construção também ganhou notoriedade por uma história relatada pela família do cantor. Segundo o filho de José Rico, Sâmi Rico, o artista acreditava em uma profecia de que morreria caso terminasse a obra. Desde então, teria mantido o castelo permanentemente em construção, sem concluir o projeto.
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