A participação do técnico Carlo Ancelotti, da Seleção Brasileira, em ações publicitárias de uma marca de cerveja durante o Carnaval de 2026, foi criticada por aqueles que consideram a iniciativa um estímulo ao consumo de álcool.
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Além de protagonizar um comercial, ao lado do ex-jogador Ronaldo Nazário, o treinador participou de eventos em Salvador, São Paulo e no Rio de Janeiro. Em uma das ações, ele apareceu em camarote da marca, com um copo de cerveja na mão, interagindo com convidados e figuras do futebol, como o próprio Ronaldo.
Para o médico e ex-prefeito de São Caetano do Sul, Auricchio Júnior., este tipo de propaganda pode ser um estímulo prejudicial. “É claro que grandes nomes se associam a grandes marcas. Isso faz parte do mercado”, declarou ele nas redes sociais.
“Mas fica a reflexão: até que ponto essa associação faz sentido? Quando a imagem do técnico da nossa Seleção se vincula diretamente a uma marca de cerveja, é só marketing ou existe também uma questão de posicionamento? Eu, particularmente, tenho minhas ressalvas.”
Em maio passado, Ancelotti chegou à Seleção Brasileira com o objetivo de, com seu currículo vitorioso, trabalhar para recuperar a imagem da equipe mais importante do futebol. Aos 65 anos, foi campeão das maiores ligas da Europa e conquistou cinco títulos da Champions League, sendo o treinador que mais venceu a competição.
“Detentor do maior salário do mundo pago a um treinador de seleções, R$ 5 milhões mensais, Carlo Ancelotti, consagrado e milionário, poderia escolher, sem medo de empobrecer, a qual campanha publicitária emprestar sua imagem”, declarou o jornalista Paulo Cezar de Andrade Prado, do blog do Paulinho.
“Lamentavelmente, prestou-se a promover uma marca de cerveja. Não se trata de puritanismo nem de hipocrisia — este jornalista, por exemplo, consome o produto, mas de compreender o peso da influência de uma figura pública sobre seus seguidores. Uma coisa é usar, outra é propagandear.”
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A campanha, desenvolvida pela Africa Creative, recolocou Ronaldo também como garoto-progaganda da empresa, função que o ex-jogador tinha no auge de sua carreira, nos anos 1990.
Para o coCCO Nicholas Bergantin, da Africa Creative, os dados estatísticos se juntaram à intuição para a realização da campanha. A empresa esteve presente quando a Seleção conquistou suas duas últimas Copas do Mundo. Segundo Bergantin, os títulos vieram em momentos em que o Brasil não era favorito.
“Ter o que chamamos de herança e lastro fez com que não precisássemos inventar uma história, é só olhar para dentro da marca”, afirma ele ao meio&mensagem. “Sempre abrimos várias possibilidades e a palavra ‘acreditar’ sempre foi muito presente em todos os nossos raciocínios, até que chegamos no ‘Tá Liberado Acreditar‘“.
A questão da adaptação integral à cultura brasileira também prevaleceu. Mas, por este lado, Ancelotti não precisaria vir ao Brasil para gostar da bebida. Ele já treinou o Bayern de Munique, da Alemanha, país tradicionalmente ligado à cerveja.
Para os que consideram normal a participação de Ancelotti no comercial, o argumento é de que a própria Organização Mundial da Saúde distingue consumo moderado de abuso, e a publicidade de bebidas alcoólicas é legal e regulamentada no Brasil, como prática comum em patrocínios esportivos. Outras duas marcas de cerveja são patrocinadoras da Copa do Mundo.






































Um bando de hiprocritas , fracassados nas suas profissões , criticando por pura inveja
Cerveja , bet, carnaval , Ronaldo ! Histórico nada confiàvel …
Deixem o Ancelotti em paz. É tudo mimimi. Vão procurar um trabalho.
Será mesmo que o nosso problema é o Ancelloti fazer propaganda de cerveja? Fala, sério…
👍
Não vejo nenhum problema em fazer um comercial com uma cerveja na mão! Antes do trabalho dele, ele é um ser humano vivendo uma vida na Terra!
👍