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Caixa com joias pode ter sido usada para localizar delator assassinado

Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi morto a tiros no Aeroporto de Guarulhos, na última sexta-feira, 8

Caixa de joias que estava em posse do delator assassinado no Aeroporto de Guarulhos
Caixa de joias que estava em posse do delator assassinado no Aeroporto de Guarulhos | Foto: Reprodução/Internet

É possível que uma caixa com cerca de R$ 1 milhão em joias vinda de Maceió possa ter sido usada como localizador do empresário e delator do PCC Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, de 38 anos. Ele foi alvo de dez tiros de fuzil no Aeroporto Internacional de Guarulhos na última sexta-feira, 8.

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Fontes próximas ao empresário especulam que o estojo teria um dispositivo de rastreamento, como um GPS. A hipótese nasceu da observação de que o local onde os atiradores estavam era estrategicamente posicionado à faixa de pedestres. Lá, o delator caminhava com sua mala.

Investigação sobre as joias em posse do delator

Antônio Vinícius Lopes Gritzbach é acusado de mandar matar o integrante do PCC Cara Preta, em dezembro de 2021
Polícia investiga também se Antônio Vinícius Lopes Gritzbach mandou matar o integrante do PCC Cara Preta, em dezembro de 2021 | Foto: Reprodução/Internet

A namorada de Gritzbach, Maria Helena Paiva Antunes, entregou a caixa de joias à Polícia Civil. Ela se apresentou ao órgão horas depois do crime. No momento do ataque, ela deixou o local rapidamente, acompanhada por um policial militar que trabalhava para o empresário. A caixa agora passará por perícia, para verificar a existência de qualquer dispositivo de localização.

Leia também: “Picaretagem cultural”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 242 da Revista Oeste

Durante sua estadia na Praia de São Miguel dos Milagres, em Alagoas, o empresário teria confidenciado à namorada que suspeitou ter avistado alguém semelhante a uma pessoa que o ameaçara de morte em São Paulo.

Logo depois, ele recebeu um telefonema de um devedor de R$ 6 milhões, além de outros R$ 70 milhões a Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, assassinado em dezembro de 2021. Gritzbach é um dos investigados pelo crime.

O autor do telefonema prometeu a Gritzbach que pagaria parte da dívida em joias e marcou um encontro em um restaurante famoso, na Praia de São Miguel dos Milagres, para a entrega. O motorista e amigo do delator Danilo Lima Silva e um soldado militar de sua escolta foram buscar a encomenda, sem saber seu conteúdo, conforme depoimento à polícia.

Encontro suspeito e dívida milionária

Depois do assassinato, os pertences de Gritzbach ficaram com um conhecido. Entre os objetos, havia um papel com o nome de um homem e um número de telefone com DDD 082, de Maceió. Suspeita-se que o nome seja do homem que encontrou Gritzbach no restaurante.

Leia mais: “O cemitério das estrelas”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 242 da Revista Oeste

A polícia apreendeu o celular do empresário, que passará por análise para identificar o número do aparelho e as chamadas recebidas.

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