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Brasil e França realizam exercício militar conjunto com 1,7 mil tropas no RJ

Operação mobiliza submarinos, veículos anfíbios, meios aéreos e terrestres, além do porta-helicópteros francês Dixmude

A missão marítima francesa terá duração de cinco meses e passará por diversos países | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A missão marítima francesa terá duração de cinco meses e passará por diversos países | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A Operação Jeanne d’Arc 2026 reuniu cerca de 1,7 mil militares da Marinha do Brasil, da Marinha Nacional da França e da 9ª Brigada do Exército Francês em um exercício conjunto realizado na Ilha da Marambaia, na Costa Verde do Rio de Janeiro.

O treinamento mobilizou submarinos, meios anfíbios, aéreos e terrestres, além do porta-helicópteros francês Dixmude, empregado no transporte de tropas e equipamentos.

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A presença francesa reflete interesses estratégicos na região, sobretudo na Guiana Francesa, e reforça o papel do Brasil como principal potência naval do Atlântico Sul.

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O exercício militar do Brasil e da França

No primeiro dia, a bordo do Navio Dixmude, os militares seguiram do Porto do Rio de Janeiro até Itacuruçá, em Mangaratiba, onde começaram os preparativos para o adestramento anfíbio realizado no dia seguinte, na Ilha da Marambaia.

Já na terça-feira 28, as forças executaram exercícios anfíbios combinados, com foco na transição do ambiente marítimo para o terrestre. As atividades incluíram tiro real, progressão em campo minado simulado e atendimento de primeiros socorros.

O comandante do 2º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais, Luiz Felipe de Almeida Rodrigues, afirmou à Agência Brasil que a missão permite o intercâmbio de técnicas, táticas e procedimentos entre as tropas.

“Há ganhos para todos nós”, explicou Rodrigues. “Utilizamos, por exemplo, o carro lagarta anfíbio, que permite a saída do veículo blindado do navio para a terra, uma capacidade que os franceses ainda não possuem. Em contrapartida, empregamos meios deles, como embarcações de desembarque e blindados.”

Segundo Rodrigues, a operação conjunta também contribui para o desenvolvimento estratégico das forças brasileiras.“Operar com o porta-helicópteros Dixmude amplia nossa experiência e nos prepara para o uso de navios anfíbios”, acrescentou.

Marinha francesa | Foto:  Tomaz Silva/Agência Brasil
Marinha francesa | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A capacidade do navio francês

O porta-helicópteros francês Dixmude tem capacidade para transportar até 650 militares, 16 helicópteros, 110 veículos blindados e 13 tanques. Com cerca de 200 metros de comprimento e mais de 9 mil metros quadrados distribuídos em 12 andares, a embarcação conta ainda com hospital, capela, restaurante, academia e outras estruturas de apoio.

Segundo o comandante do grupo francês, Jocelyn Delrieu, “é um meio de assalto anfíbio capaz de projetar forças do mar para a terra com veículos ou helicópteros, além de atuar como navio-hospital, com recursos disponíveis às Forças Armadas”.

Delrieu também ressaltou que “há 400 anos estamos presentes nos oceanos para proteger interesses e atuar com parceiros. Esta missão no Brasil e em outros países, ao longo de cinco meses, reflete essa trajetória”.

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A missão marítima francesa terá duração de cinco meses e passará por diversos países.

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