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Avião desaparecido no Paraná pertence a homem investigado por contrabando

Informação consta dos registros da Anac

Avião desaparecido paraná
Avião desapareceu na segunda-feira, 3 de julho, e equipes fazem as buscas na Serra do Mar do Paraná | Foto: Divulgação/BPMOA

O avião Piper Arrow desaparecido na manhã de segunda-feira 3 na Serra do Mar do Paraná, com dois servidores do Estado a bordo, além do piloto, pertence a João Cezar Passos, investigado desde o início dos anos 2000 em casos de contrabando de cigarros. A informação consta dos registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e foi divulgada pelo jornal paranaense Gazeta do Povo.

A aeronave decolou de Umuarama, noroeste do Paraná, rumo a Paranaguá, no litoral, por volta das 7h50 de segunda. O último sinal do monomotor foi às 10h14min, na região da Limeira, atrás da Serra da Prata, em Guaratuba, cidade litorânea do Estado. A aeronave e os tripulantes ainda não foram encontrados e as buscas prosseguem na região.

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Empresário em Guaíra, cidade paranaense na fronteira Paraguai e na divisa com Mato Grosso do Sul, Passos chegou a ser preso em 2002 na Operação Nicotina, depois que a Polícia Federal apreendeu na Bahia um caminhão com 330 caixas de cigarros falsificados. A investigação revelou que ele também ocultava patrimônio, em nome de “laranjas”, e remetia recursos ao exterior. Tempos depois, conseguiu habeas corpus e deixou a prisão.

Segundo a Gazeta, Passos também já foi investigado em outros casos de contrabando de cigarro, entre eles, um processo que tramitou na Justiça Federal de Mato Grosso do Sul. A denúncia foi arquivada por falta de provas. O empresário também era dono de empresas de tabaco no Paraguai, de acordo com o jornal.

Avião desaparecido não podia operar como táxi-aéreo

O Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Anac, mostra que o monomotor desaparecido, da fabricante Piper Aircraft, modelo PA-28R-200, de matrícula PT-JZC, tinha um operador — Camila Pires Salviato.

Operador, de acordo com a Anac, é a empresa que explora aeronaves para prestação dos serviços públicos de transporte aéreo regular ou não regular. Apesar disso e de transportar dois servidores para uma reunião de trabalho, o avião não tinha autorização para operar como táxi-aéreo.

O governo do Estado afirma que não mantinha contrato com o proprietário ou operador da aeronave e desconhecia o fato de que os servidores lotados na Casa Civil do Estado, Heitor Genowei Junior e Felipe Furquim de Oliveira, viajariam com ela. O nome do piloto da aeronave é Jonas Borges Julião.

De acordo com a assessoria, o Estado oferece aos servidores a opção de deslocamentos em viagem por carros do governo ou voos comerciais. O governo do Paraná também disse que ainda não investiga as razões pelas quais os servidores estavam no avião e que se concentra nas buscas da aeronave.

Heitor Genowei Junior (esq.), Jonas Borges Julião (centro) e Felipe Furquim de Oliveira | Foto: Reprodução

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