Os trabalhadores autônomos foram a categoria mais prejudicada pela pandemia no ano de 2020, é o que mostra uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada nesta quinta-feira, 8. A categoria teve uma queda de 24% na renda habitual, no segundo trimestre do ano passado, marcando o pior momento do ano para esses trabalhadores. No fim de 2020, houve uma pequena recuperação, mas o indicador continuou com um recuo de 10% em comparação aos níveis antes da pandemia.
Os funcionários do setor privado sem carteira assinada receberam 13% a menos no segundo trimestre e 4% a menos que sua renda habitual no último trimestre. Já aqueles com carteira assinada não tiveram perdas de abril a setembro e ainda encerraram 2020 ganhando 5% a mais que o habitual. No serviço público, a renda habitual aumentou em 1% no primeiro trimestre, 3% no terceiro trimestre e 5% no quatro trimestre.
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Renda média habitual x renda média efetiva
A pesquisa teve como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e comparou a renda média habitual com a renda média efetiva. Enquanto a renda média efetiva caiu devido ao aumento dos níveis de desemprego e das contratações com salários menores, a renda média habitual subiu, já que a perda de ocupações se deu nas áreas mais mal remuneradas.
Por faixa de renda, os mais pobres foram os mais afetados proporcionalmente. Entre os dois primeiros trimestres de 2020, o total de domicílios sem renda do trabalho pulou de 25% para 31,5%. Já no quarto trimestre, ficou em 29%, demonstrando a lenta recuperação do nível de ocupação.
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Com informações da Agência Brasil






































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