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Anvisa envia ao STF mensagens com supostas ameaças contra servidores

Documento foi apresentado na sexta-feira 24; conteúdo das mensagens é mantido sob sigilo

Anvisa suspende autorização de dois medicamentos contra a covid-19
Fachada do edifício-sede da Anvisa, em Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) todas as mensagens que continham supostas ameaças contra técnicos e diretores da agência, recebidas depois de o órgão ter autorizado a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19.

O documento foi apresentado ao STF na sexta-feira 24. O conteúdo das mensagens é mantido sob sigilo.

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A Anvisa atendeu a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que concedeu um prazo de 48 horas para que o presidente da agência, Antonio Barra Torres, se manifestasse sobre supostas intimidações contra integrantes do órgão regulatório sanitário.

Na ocasião, Moraes também determinou que o presidente Jair Bolsonaro se manifestasse sobre o caso. O despacho foi assinado na quarta-feira 22.

O magistrado analisa um requerimento apresentado pelo senador oposicionista Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que acionou o STF acusando Bolsonaro de ter divulgado indevidamente nomes de integrantes de Anvisa que aprovaram a vacinação do público infantil.

Segundo a ação de Randolfe, Bolsonaro “fez questão de propalar aos quatro ventos que não concordava com a decisão técnica da agência, inclusive ameaçando os profissionais, integrantes do corpo técnico do órgão, que votaram pela aprovação do uso da vacina no público infantil”.

A Anvisa também denunciou ter sido alvo de ameaças contra servidores e diretores por causa da liberação da vacinação infantil. A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar o episódio e concluiu que houve, de fato, ataques à instituição.

No entanto, o delegado Tarcísio Júnior Moreira decidiu não indiciar o homem que teria ameaçado os membros da Anvisa, por entender que se trata de um crime de menor potencial ofensivo. O relatório da investigação foi encaminhado à Justiça Federal do Distrito Federal “para tomada das medidas que melhor convierem à Justiça”. Caberá ao Ministério Público Federal (MPF) denunciar ou não o investigado.

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2 comentários
  1. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    O que houve com Barra Torres que não fez queixa crime no STF contra a esquerdalha politica como Randolfe Rodrigues e Consorcio Nordeste que o infernizaram quando não aprovou a vacina SPUTINIK? Será que ninguém na ANVISA teve ameaças dessa gente?

  2. José Campos
    José Campos

    Será que a PF, com toda a sua inteligência, não vê que isso é coisa dos esquerdopatas, e depois culpar a direita?

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