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Alunos da USP aprovam fim de greve; PM detém 6 suspeitos por vandalismo no campus

Assembleias por curso vão selar o destino da paralisação, iniciada em abril contra a reitoria e o governo paulista

Faixa na escadaria da São Francisco, bloqueada com piquete formado por cadeiras USP
Faixa na escadaria da São Francisco, bloqueada com piquete formado por cadeiras | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste

Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram a recomendação para encerrar a greve geral da categoria nesta segunda-feira, 8. A decisão ocorreu em assembleia geral quando o movimento começou a esvaziar nos principais centros de ensino. Agora, os alunos de cada curso vão realizar votações individuais para definir o retorno imediato ou não às salas de aula.

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A paralisação perdeu tração com o recuo de redutos importantes da instituição. Acadêmicos do Direito, da Medicina e da Escola Politécnica já haviam votado pelo fim do boicote nos últimos dias. Dados da Reitoria da USP mostram que 24 faculdades operavam normalmente, enquanto apenas 19 unidades registravam algum tipo de paralisação antes da assembleia geral.

Protesto exigia salário mínimo para alunos carentes

O movimento começou no dia 14 de abril sob a liderança do Diretório Central dos Estudantes (DCE). A pauta principal exigia a elevação do auxílio de permanência estudantil para R$ 1.804, quantia que equivale ao salário mínimo de São Paulo. A reitoria ofereceu um reajuste menor pela inflação, que elevaria o teto atual de R$ 885 para R$ 912, proposta rejeitada pelos líderes estudantis.

Os manifestantes também protestavam contra os problemas de infraestrutura nos restaurantes universitários, o abandono da moradia estudantil e a falta de servidores no Hospital Universitário. O protesto ganhou o apoio inicial de funcionários e professores da USP, mas os servidores técnico-administrativos fecharam um acordo por melhorias salariais e abandonaram a greve semanas antes.

O reitor da USP, Aluisio Segurado, afirmou que os canais de diálogo com os grevistas continuaram abertos durante todo o impasse. O chefe da universidade declarou que as lideranças de esquerda usaram a mobilização do campus como massa de manobra para desgastar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Invasores mascarados ferem guardas universitários com rojões

Um grupo de manifestantes encapuzados invadiu os blocos K e L da administração central da Universidade de São Paulo (USP) na noite desta segunda-feira, 8. Armados com pedaços de pau e cassetetes, os invasores dispararam rojões e agrediram os vigilantes do campus. A ação deixou três integrantes da guarda universitária com ferimentos graves. Um dos agentes sofreu uma possível fratura na face, e todos precisaram de atendimento médico no Hospital Universitário.

A reportagem de Oeste apurou que a Polícia Militar deteve seis suspeitos em flagrante durante a desocupação dos prédios. O grupo, composto de cinco mulheres e um homem, acabou conduzido ao 7º Distrito Policial, na Lapa. Os detidos receberam assistência de advogados, prestaram depoimento e foram liberados logo que o boletim de ocorrência foi registrado. O documento policial aponta dano ao patrimônio público, mas as imagens locais não mostram o momento em que os seis detidos quebram as estruturas.

Leia também: “PF investiga empresa de Virgina por transferências suspeitas”

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3 comentários
  1. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    Greve de estudantes incompetentes? Acho que deve exonerar todos os representantes da instituição, quem sabe eles começam a estudar!

  2. Ricardo Fonseca Alves
    Ricardo Fonseca Alves

    A USP tem que ser privatizada. Eu NÃO autorizo que recursos provenientes dos impostos que eu pago sejam direcionados para MACONHEIROS, VAGABUNDOS, ESQUERDOPATAS E CRIMINOSOS !

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