A suspeita de repassar celulares a membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) recaiu sobre uma advogada, que, segundo investigação, teria se aproveitado do parlatório para esse fim.
A defesa da acusada afirma que apresentará provas de sua inocência no decorrer do processo judicial.
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O parlatório é o espaço dos presídios onde advogados se encontram com detentos para discutir questões processuais.
Na PEM, os envolvidos teriam usado um vão na grade — originalmente destinado ao envio de documentos — para entregar os aparelhos, sempre modelos pequenos para facilitar a passagem.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) divulgou imagens da operação deflagrada nesta quinta-feira, 13.







Investigação que envolve o PCC começou em setembro
O promotor Marcelo Gobbato informou que as investigações começaram em setembro, motivadas por denúncia da direção do presídio.
O Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, cumpriu um mandado de prisão temporária, sete mandados de busca e apreensão e sete mandados de busca pessoal.
Leia também: “Insegurança nacional”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 295 da Revista Oeste
As investigações apuram a prática dos crimes de integração em organização criminosa, ingresso ilegal de aparelhos telefônicos em estabelecimentos prisionais e lavagem de capitais.
Com registro válido na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) desde julho de 2022, a advogada é alvo de investigações por suspeita de envolvimento com organização criminosa, entrada ilegal de telefones em prisões e lavagem de dinheiro.
A Justiça decretou sua prisão temporária por 30 dias, prazo que pode ser ampliado.
OAB suspendeu advogada
A seccional paranaense da OAB informou que, ao saber da prisão, determinou a suspensão preventiva da advogada.
“Assim que tomou conhecimento da prisão da advogada, determinou a suspensão preventiva da profissional”, comunicou a OAB, conforme o g1.
A defesa da advogada disse não acreditar na culpa da investigada e garantiu empenho para demonstrar sua inocência.
“Não acreditamos na culpa da indiciada e, diante das investigações, associado ao conjunto probatório a sustentar o processo, iremos provar a inocência dela e o que de fato possa ter ocorrido”, afirmou o advogado Edenil Martins Correa ao portal g1.
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