O movimento de apoio aos agricultores do Rio Grande do Sul, SOS Agro, informou que mais um produtor rural cometeu suicídio. O episódio ocorreu nesta semana. O motivo seria principalmente o alto volume de dívidas.
Com isso, o número de agricultores que tiraram a própria vida chega a 26 em aproximadamente um ano. Não há informações sobre o nome da vítima. Sabe-se apenas que ela é da Região das Missões.
Receba nossas atualizações
Conforme a Federação dos Agricultores do Rio Grande do Sul, 65 mil dos aproximadamente 360 mil produtores rurais do Estado têm dívidas. No total, o passivo acumulado no campo é de quase R$ 75 bilhões em títulos vencidos há mais de 90 dias.
Rio Grande do Sul e as crises climáticas
A maioria dos pequenos agricultores vive uma crise financeira crônica decorrente de uma sucessão de secas associada a enchentes severas. Parte deles, desse modo, contratou empréstimos com o sistema bancário. Sem condições climáticas, os agricultores não conseguiram efetuar o plantio a tempo de vender a produção e saldar os débitos.
Leia mais:
As instituições financeiras, por sua vez, mobilizam a Justiça para a busca e a apreensão de bens dados em garantia. É o caso de colheitadeiras, tratores, caminhões e outros implementos usados como meio de produção.
Leia também: “Desespero e mortes no agro”, reportagem publicada na Edição 291 da Revista Oeste
Um dos grandes problemas, segundo o SOS Agro e a Associação dos Produtores e Empresários Rurais do Rio Grande do Sul, é a falta de apoio do governo federal. Em razão das crises climáticas frequentes, as entidades reivindicam a abertura de novos créditos rurais. Pedem, da mesma forma, prazos de financiamento mais longos e juros conforme o que estabelece o Manual de Crédito Rural, baseado em recursos financeiros subsidiados pelo governo.
Leia mais notícias de Agronegócio na Oeste




































Um governo que gasta com hospedagem em iate de luxo e não tem empatia com agricultores vítimas de uma tragédia ambiental. O que esperar?
Mas a prioridade agora é dar dinheiro para o marketing, blogueiros, para as viagens da Janja e para encher de petistas nas estatais.
Enquanto isto, viagens para Europa, novos impostos, apoio a terroristas e ditadores pelo mundo. O Brasil na contra mão dos tempos.