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Agronegócio

China perde o lugar de maior importadora de carne suína do Brasil

Exportações da proteína brasileira atingiram recorde histórico em outubro

Brasil bate recorde de exportação de carne suína em outubro, mas China perde liderança
Filipinas assumem liderança na importação de carne de porco, enquanto consumo diminui na China e Hong Kong | Foto: Reprodução/Pixabay

Pela primeira vez, as Filipinas foram o principal destino das exportações de carne suína do Brasil. De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgados nesta sexta-feira, 8, o país importou 206 mil toneladas de carne suína brasileira de janeiro a outubro deste ano.

O volume representa um aumento de 103,3% em relação ao mesmo período de 2023. Esse crescimento consolidou as Filipinas como o maior mercado para o produto, à frente inclusive da China, que foi líder nas importações por muitos anos.

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No total, as exportações brasileiras de carne suína somaram 130,9 mil toneladas em outubro, o segundo maior volume mensal da história do setor. O número representa um crescimento de 40,7% em relação ao mesmo mês de 2023, quando foram exportadas 93 mil toneladas.

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Além do volume, o desempenho do setor foi notável em termos de receita: em outubro, o Brasil arrecadou US$ 313,3 milhões com a exportação de carne suína, um aumento de 56,4% em comparação aos US$ 200,3 milhões registrados em outubro de 2023. O montante também é o maior já alcançado para o mês.

A carne de porco do Brasil ao redor do mundo

Além do crescimento do consumo filipino, o mercado chinês registrou queda significativa nas importações, com redução de 40,6% das importações em comparação a 2023, no total de 199,9 mil toneladas. Apesar disso, a China permanece como um dos maiores importadores de carne suína do Brasil.

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Segundo Ricardo Santin, presidente da ABPA, a mudança no principal destino das exportações reflete a diversificação e expansão dos mercados consumidores de carne suína brasileira. 

Outros países também mostraram crescimento nas importações de carne suína brasileira. O Japão, por exemplo, registrou alta de 137,2%, com 75,8 mil toneladas importadas, enquanto o Chile ampliou suas compras em 33,9%, com 92,5 mil toneladas. 

Hong Kong, no entanto, viu uma queda de 11,8% nas importações.

Em nota, Santin disse que “o setor está ampliando a capilaridade das suas exportações e, em outubro, a maioria dos dez principais importadores apresentou crescimento expressivo”, o que põe o Brasil em um “novo patamar de sustentabilidade comercial”

Estados do sul são maiores exportadores de carne suína do Brasil
Estados do Sul do Brasil mantiveram-se como maiores exportadores do país em outubro | Foto: Reprodução/Pixabay

Desempenho acumulado em 2024

No acumulado do ano, de janeiro a outubro, as exportações brasileiras de carne suína mostram crescimento. O país exportou 1,12 milhão de toneladas no período, um ganho de 10,7% em relação ao 1,01 milhão de toneladas exportadas no mesmo intervalo de 2023.

Leia também: “Preço da carne registra maior alta dos últimos quatro anos”

Já a receita aumentou 5,2%, para um total de US$ 2,48 bilhões, contra US$ 2,36 bilhões no ano passado.

No cenário regional, Santa Catarina continua sendo o maior exportador de carne suína do Brasil, com 68,6 mil toneladas enviadas em outubro, um crescimento de 45,7% em relação ao mesmo mês de 2023. 

O Rio Grande do Sul se manteve como o segundo maior exportador, com 27,6 mil toneladas, em alta de 25,6%, seguido pelo Paraná, que produziu 20,6 mil toneladas, um crescimento de 44,5%.

Mato Grosso, no entanto, mostrou queda de 19,2% nas exportações, enquanto Mato Grosso do Sul apresentou crescimento significativo, de 54,6%.

Leia também: “Não falta carne”, artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 229 da Revista Oeste

3 comentários
  1. Rosely M G Goeckler
    Rosely M G Goeckler

    Diversificação de mercados é essencial! O predomínio de “grande ou maior” comprador pode gerar especulações e manipulações

    Parabéns ao agro suíno pelos esforços de expansão de mercados!

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