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Agronegócio

Brasil vai aumentar seu papel como produtor de alimentos, segundo FAO e OCDE

Produção agrícola da América Latina também deve crescer

A soja é uma das primeiras culturas a serem plantadas após o início da primavera | Foto: Divulgação/Pixabay

Segundo um relatório sobre perspectivas agrícolas 2021-2030 publicado nesta segunda-feira, 5, pela Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil vai continuar a aumentar seu papel como um dos principais fornecedores globais de alimentos, mesmo com ritmo menor de aumento da demanda chinesa, devido ao menor crescimento de sua população, além de ganhos de eficiência na produção do país e saturação no consumo de algumas commodities.

Além disso, à medida que há redução na tensão comercial com os Estados Unidos, o mercado chinês terá concorrência mais dura, afirma uma reportagem do jornal Valor Econômico. Segundo o relatório, a China pode se tornar o principal mercado para exportações agrícolas dos EUA, novamente.

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Nesse cenário, a América Latina deve ter aumento de 14% em sua produção agrícola nos próximos dez anos, e o Brasil será o produtor dominante na região. O valor líquido das exportações latino-americanas deve crescer 31%, segundo as projeções — um pouco mais da metade da taxa alcançada entre 2011-2020. Até 2030, a região deve continuar aumentando sua participação nos mercados globais das principais commodities.

Brasil

As exportações brasileiras de carne bovina devem elevar-se 38% nos próximos dez anos. Segundo o relatório, o país deve se tornar o maior exportador de carne bovina, com 22% do mercado mundial, enquanto as exportações da Índia sofrerão queda de 55% até 2030. A produção brasileira de frango deve aumentar em 16%, com alta de embarques de 26% em dez anos.

Na soja, o Brasil continuará dominando o mercado mundial com os Estados Unidos. A produção pode crescer 17% e as exportações devem aumentar no mesmo ritmo. Até 2030, o Brasil deve ser responsável por 50% das exportações totais do grão. O país também deve continuar como o maior produtor mundial de açúcar (21% do total mundial) e o principal exportador. Devem crescer fortemente nos próximos anos as exportações brasileiras de algodão, e o país deve assegurar a segunda posição com 19% do total mundial.

Leia também: “Agronegócio aumenta exportação em 28,8% no primeiro semestre”

1 comentário
  1. Júlio Rodrigues Neto
    Júlio Rodrigues Neto

    Hummmmm. Aumentar alimentos para quê, se podemos nos alimentar de ar estocado ? 👹

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