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Tecnologia

Robôs movimentam quase metade de todo tráfego da internet 

Estudo conclui que 42% dos acessos on-line são gerados por programas, que, muitas vezes, são maliciosos e roubam dados 

Robôs representam quase metade dos acessos da internet
Desse total de 42% de acessos não humanos, cerca de 65% são de robôs maliciosos | Foto: Muhammad Usman Nazeer Gilani/Pixabay

Um estudo da consultoria Akamai Technologies, o State of the Internet (Estado da Internet, em tradução livre), mostrou que robôs movimentam quase metade de todo o tráfego da internet atualmente. Cerca de 42% dos acessos on-line são gerados por bots — programas automáticos configurados para executar tarefas. 

Desse total de 42% de acessos não humanos, cerca de 65% são de robôs maliciosos, que levam prejuízos ao dispositivo ou aos dados do usuário. Ainda segundo o estudo, o setor mais afetado por esses danos é o comércio eletrônico, já que as malfeitorias interferem em aplicações voltadas para a geração de receitas on-line. 

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Os chamados web scrapers (raspadores de rede, em tradução livre) estruturam informações de usuários e ajudam as empresas sérias a entender como melhorar o uso da rede e direcionar campanhas. Nas mãos erradas, porém, eles podem entregar a criminosos dados valiosos de pessoas cadastradas. 

Uma vez programados para atos ilícitos, os robôs, munidos das informações mais sensíveis dos usuários, conseguem realizar espionagem, inteligência competitiva, sabotagem cibernética e criar sites falsos. Estes últimos atrapalham a experiência do usuário e realizam golpes em compradores e vendedores. 

As inteligências artificiais podem contribuir com acesso de robôs à internet

O novo modelo será utilizado em produtos como chatbots, assistentes digitais, mecanismos de busca e geradores de imagens | Foto: Revista Oeste/OpenAI | Imagem gerada por inteligência artificial
As inteligências artificiais podem contribuir com o aprimoramento de conteúdos e estratégias dos robôs | Foto: Revista Oeste/OpenAI | Imagem gerada por inteligência artificial

Mais nova febre das redes, as inteligências artificiais (IA) podem contribuir com o crescimento desses robôs. Elas conseguem aprimorar funções de raspagem de dados, conteúdos e estratégias, assim ajudando na tomada de decisões. 

Leia mais: “Celulares com QI”, reportagem de Dagomir Marquezi e Tauany Cattan publicada na Edição 223 da Revista Oeste

Os bots programados podem, ainda, criar lojas falsas e sites maliciosos, que roubam dados pessoais e de cartões de crédito. O estudo SOTI mostra que os robôs são responsáveis por esses crimes on-line em 50% das vezes.

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2 comentários
  1. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Não há como impedir a criatividade humana tanto para o bem quanto para o mal.
    Sempre foi assim e, paradoxalmente, é justamente essa oposição perene que nos faz avançar.
    O julgo, o certo ou errado, ser bom ou ruim, como em tudo na vida, é relativo ao ponto de vista do observador, sem entrar aqui em méritos morais e éticos!

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