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Tecnologia

Pix é útil às big techs, diz especialista

Ele acredita que é necessário o governo mostrar para as empresas que o serviço possui tecnologias benéficas para essas grandes empresas

Pix big techs EUA
Governo dos EUA suspeita de práticas desleais com o Pix | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ordenou uma investigação comercial contra o Brasil com mira no Pix. O argumento do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) se baseia na possibilidade da ocorrência de práticas desleais no setor de pagamentos eletrônicos.

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O Pix, implantado pelo Banco Central do Brasil e lançado em novembro de 2020, por esta visão, pode prejudicar empresas estrangeiras, como as big techs norte-americanas Google, Apple, Meta e Amazon.

A Meta, por exemplo, poderia ter maiores dificuldades em introduzir no Brasil serviços de pagamento instantâneos em suas plataformas, como o WhatsApp.

O Pix, porém, em vez de competir, pode servir como uma base tecnológica segura para as big techs, na opinião do Thigu Soares, head de Atração de Clientes da Ipnet. Ele acredita que o governo deve trabalhar para um acerto com as big techs.

Isso, na opinião do especialista, vai facilitar a criação de regras técnicas e legais claras para que elas operem no Brasil, especialmente em relação à maneira que utilizam os dados dos consumidores e pagam impostos.

Segundo ele, o governo brasileiro precisa priorizar tecnologias como APIs open source e padronizadas, ou seja, interfaces abertas padronizadas.

Também precisa introduzir inteligência artificial (IA) e Machine Learning, isto é, algoritmos que aprendem, para desenvolver serviços de valor agregado, como funcionalidades extras úteis.

Entre elas, estariam a IA para análise de crédito, programas de fidelidade e reembolso em dinheiro (cashback), entre outros.

“Assim, as tecnologias já utilizadas no Pix podem ser integradas a soluções das big techs e podem criar valor agregado”, afirma Soares a Oeste.

Pix acessível às big techs

Soares ressalta que o Pix não disputa espaço com as aplicações que o usuário vê e usa diretamente (front-end), como carteiras digitais, chamadas de wallets, (como Apple Pay ou Google Pay) e lojas virtuais (e-commerce).

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Ele lembra que o serviço é composto de uma base fundamental que processa as transações financeiras em tempo real. Essa espinha dorsal (backbone) conecta bancos, fintechs e outras instituições, com o objetivo de que o dinheiro chegue rápido e seguro.

“O Pix é uma tecnologia neutra e acessível a bancos, fintechs e inclusive a big techs, via parceria ou licença.”

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