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Tecnologia

Nasa vai lançar nave contra asteroide para mudar sua trajetória

Espaçonave DART tem como alvo o asteroide Dimorfo, de pouco mais de 160 metros de extensão

Nasa nave asteroide
Foto: Divulgação/Nasa

A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) lançará, na segunda-feira 26, a espaçonave Double Asteroid Redirection Test (DART) contra o asteroide Dimorfo, de pouco mais de 160 metros de extensão. Esse corpo celeste orbita outro asteroide, o Dydimos, de 780 metros. O propósito da missão é alterar a rota da rocha que está a 11 milhões de quilômetros da Terra.

Apesar de estarem viajando em direção à Terra, os dois asteroides não representam um risco para a vida no planeta. Esses corpos celestes servirão como objeto de experimento, para que a Nasa saiba como proceder em casos nos quais a colisão de rochas espaciais com a Terra é iminente.

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Da mesma forma que acidentes de trânsito levam os veículos envolvidos a mudar a velocidade e a trajetória, a Nasa espera que a colisão tenha um efeito no caminho do asteroide. Como a massa da rocha espacial é consideravelmente maior que a da espaçonave, a variação de velocidade esperada é inferior a 1%. Mesmo assim, o impacto provocaria uma mudança na órbita do Dimorfo ao redor do Dydimos, acompanhada por uma alteração no período orbital.

Essa mudança terá de ser medida ao longo dos dias e semanas posteriores, através de telescópios em solo e no espaço. Será a primeira vez que a agência espacial testará um método que pode vir a ser usado no futuro, caso a humanidade descubra um asteroide em rota de colisão com a Terra.

Leia mais: “Cine Apocalipse”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 130 da Revista Oeste

A colisão será filmada pelo microssatélite italiano LICIACube, de 14 quilos. Ele será responsável por transmitir, em tempo real, o desenrolar do experimento. O dispositivo é equipado com duas câmeras ópticas e acompanhará o satélite da Nasa até uma distância de mil quilômetros do local do impacto.

O satélite que irá colidir com o alvo será totalmente destruído. A iniciativa faz parte do protocolo de proteção terrestre da agência espacial, em parceria com outras organizações. Atualmente, existem 2 mil asteroides classificados como “potencialmente” perigosos, em virtude de seu tamanho e da distância que estão em relação à Terra.

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