A Nasa superou nesta segunda-feira, 6, uma marca que durava mais de meio século. Às 14h57, a cápsula Orion ultrapassou os 400.171 quilômetros de distância da Terra, estabelecendo um novo recorde para voos tripulados. O feito deixa para trás o limite alcançado pela missão Apollo 13 em 1970, quando astronautas precisaram desviar a rota depois de uma falha grave no sistema.
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Os quatro tripulantes da Artemis II estão em uma jornada de dez dias, executando o primeiro retorno de seres humanos ao espaço profundo desde o fim do programa Apollo, em 1972. A nave deve atingir a maior proximidade com a superfície lunar por volta das 20h02 e ficar a apenas 6.550 quilômetros do satélite natural.
Visão inédita do lado oculto
A posição da nave permite que os astronautas observem a Lua de uma perspectiva privilegiada. Do interior da espaçonave Orion, o satélite parecerá ter o tamanho de uma bola de basquete mantida à distância de um braço esticado. Os tripulantes também serão os primeiros humanos a enxergarem partes do lado oculto da Lua a olho nu, sem a intermediação de sondas nem câmeras robóticas.
A passagem pelo ponto mais distante da Lua em relação à Terra ocorre logo em seguida, às 20h07. Esse movimento faz parte de uma trajetória de estilingue gravitacional para garantir o retorno seguro dos viajantes. A Nasa monitora cada manobra de dentro do centro de controle em Houston para validar os sistemas de suporte à vida da cápsula.
O caminho para o pouso lunar
A Artemis II funciona como o teste final antes do retorno do homem ao solo lunar. A agência espacial norte-americana planeja que os astronautas voltem a pisar na Lua até 2030. Esse cronograma depende do sucesso total das missões de órbita atuais, que verificam a resistência do escudo térmico e a estabilidade das comunicações em longas distâncias.
Depois de completar a volta ao redor da Lua, a tripulação iniciará a descida para o Oceano Pacífico. O resgate dos astronautas e da cápsula marcará o encerramento da missão recordista. Com os dados coletados nesta semana, os técnicos norte-americanos darão o próximo passo para estabelecer uma presença permanente na órbita lunar.
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