A Meta avalia um corte robusto no orçamento do metaverso e pode redirecionar parte desses recursos para projetos de inteligência artificial (IA). Segundo a agência Reuters, a medida entrou no planejamento financeiro de 2026 e ganhou força depois de reuniões comandadas por Mark Zuckerberg no Havaí. O movimento animou o mercado. As ações da companhia subiram mais de 4% durante o pregão em Nova York.
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A iniciativa prevê redução de até 30% nas despesas da área, ligada ao Reality Labs. A faixa mais alta deve resultar em demissões já em janeiro. A Meta não comentou as tratativas reportadas por agências internacionais.
Metaverso virou passado; o futuro é a IA
De acordo com a CNN, a companhia quer reforçar o desenvolvimento de óculos inteligentes e outros wearables. O grupo já lidera esse mercado, com mais de 60% de participação global em 2024, segundo levantamentos do setor. O avanço contrasta com o desempenho fraco do metaverso, que não conseguiu expandir o público para além de um nicho próximo ao universo dos jogos.
O Reality Labs reúne produtos como os headsets Quest e os óculos produzidos com a Ray-Ban. O foco em IA ganhou peso depois da recepção negativa ao modelo chamado Llama 4. Para tentar acelerar essa frente, a Meta reorganizou equipes sob o laboratório Superintelligence Labs e iniciou uma ofensiva por talentos, incluindo propostas milionárias para startups e desenvolvedores.
A empresa reservou até US$ 72 bilhões em gastos de capital neste ano. Gigantes de tecnologia devem somar cerca de US$ 400 bilhões em investimentos em inteligência artificial no mesmo período. Zuckerberg sustenta que abandonar projetos emergentes seria um risco maior do que investir pesado em tecnologias ainda incertas.
Dentro da companhia, as mudanças indicam uma virada estratégica. Mesmo com a promessa inicial de criar um ecossistema amplo de mundos virtuais, o metaverso perdeu fôlego. O desenvolvimento de dispositivos vestíveis e soluções de IA agora ocupa o centro do planejamento, sinalizando um realinhamento que busca atender às expectativas de receita e aos sinais enviados por investidores.
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