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Meta contrata agência política em campanha contra o TikTok

Grupo que controla o Facebook acionou empresa de marketing em disputa de imagem contra rival chinesa nos EUA

pela venda
Aplicativo Tik Tok é suspeito de estar às ordens do Partido Comunista da China | Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR

O grupo Meta contratou uma conhecida agência especializada em marketing político nos Estados Unidos em uma campanha de imagem contra o TikTok, que pertence à empresa chinesa ByteDance. A informação é do Washington Post.

Com histórico de atuação em campanhas eleitorais junto ao Partido Republicano, a Targeted Victory teria enviado e-mails a publicações regionais dos Estados Unidos para contestar a influência do TikTok aos jovens norte-americanos.

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A campanha também vem se concentrando na reputação do TikTok como coletor de dados de usuários de forma não totalmente transparente.

Em um comunicado sobre o caso, o porta-voz da Meta, Andy Stone, manifestou que todas as plataformas “devem enfrentar um nível de escrutínio consistente com seu crescente sucesso”.

Já o TikTok afirmou que está preocupado com o número de reportagens nas mídias locais apontando tendências negativas em seus serviços. A empresa alega que usa pesquisas internas para trabalhar pela qualidade do que os usuários consomem.

Hoje o TikTok é o aplicativo mais baixado do mundo e, nos últimos anos, vem tomando boa parte do mercado em que as plataformas da Meta como Facebook e Instagram lideravam com folga.

A concorrência ficou evidente em 2019, quando Mark Zuckerberg, fundador do grupo americano, criticou o TikTok em um discurso na Universidade de Georgetown. Na oportunidade, o executivo chamou atenção para a suposta proibição de discussão de tópicos considerados subversivos pelo governo chinês na plataforma rival.

Já em 2020 o ex-presidente norte-americano Donald Trump chegou a ameaçar tirar o aplicativo estrangeiro de circulação no país, alegando que o TikTok servia como instrumento da inteligência chinesa. Como condição para permanecer operando nos EUA, o chefe de estado ordenou a venda da empresa para controladores locais. A decisão acabou revogada meses depois por Joe Biden, atual ocupante da Casa Branca.

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