O primeiro lançamento de um foguete comercial no Brasil, previsto para esta quarta-feira, 17, foi adiado novamente. A empresa sul-coreana Innospace divulgou a informação, e a Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou.
Em nota, a Innospace informou que o adiamento ocorreu para “garantir tempo para a substituição de componentes” depois da detecção de uma anomalia no dispositivo de resfriamento do sistema de fornecimento de oxidante do primeiro estágio, identificada durante a inspeção final pré-lançamento.
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A empresa, que tem sede em São José dos Campos (SP), afirmou que “a medida envolve apenas a substituição de alguns componentes do sistema de refrigeração e que o foguete não apresenta defeitos estruturais”.
Nova previsão de lançamento do foguete
A Innospace informou que fará a substituição das peças com o foguete já posicionado na plataforma e que, por isso, o lançamento poderá ocorrer dois dias depois.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) confirmou que a remarcação permite a substituição de um componente. Segundo a agência, “o ajuste não indica qualquer defeito estrutural no veículo lançador”. A janela de lançamento segue aberta entre 16 e 22 de dezembro.
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Além disso, a FAB declarou que “mantém suas infraestruturas, sistemas e equipes técnicas plenamente operacionais, garantindo todo o suporte necessário para a realização do lançamento, em coordenação com os demais órgãos envolvidos”.
Esta é a segunda vez que o lançamento do foguete HANBIT-Nano é reprogramado. Em novembro, a Innospace e a FAB já haviam anunciado a necessidade de ajustes adicionais no veículo.
Missão Spaceward
O HANBIT-Nano levará cinco satélites à órbita da Terra. O foguete tem 21,9 metros de altura, cerca de 20 toneladas e pode atingir até 30 mil km/h. O lançamento ocorrerá em dois estágios e poderá ser visto a olho nu em Alcântara (MA) e em parte do litoral de São Luís (MA).
Quem coordena a missão Spaceward é a FAB e a AEB. A Innospace, por sua vez, firmou um acordo de prestação de serviços com o governo brasileiro pelo valor mínimo de retribuição ao Estado, sem previsão de lucro.
O lançamento ocorre a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A base é estratégica por estar próxima à linha do Equador. Isso reduz o consumo de combustível e o custo das operações, além de oferecer menor tráfego aéreo e maior flexibilidade orbital.





































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