O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, pediu, nesta terça-feira, 11, que países europeus peguem mais leve e adotem uma postura otimista em relação à inteligência artificial (IA). Ele clamou pela redução da pressão regulatória.
“Queremos embarcar na revolução da IA com espírito de abertura e colaboração” disse Vance, no Artificial Intelligence Action Summit, em Paris, na França. “Mas, para criar esse tipo de confiança, precisamos de regimes regulatórios internacionais que incentivem a inovação.”
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Em sua primeira viagem oficial ao exterior como vice-presidente dos EUA, Vance criticou as tentativas da Europa de conter as gigantes da tecnologia e defendeu regulações que não “estrangulem” a indústria. “Restringir seu desenvolvimento agora beneficiaria injustamente os pioneiros do setor e paralisaria uma das tecnologias mais promissoras de nossa geração.”
Legislação europeia é rígida
O vice-presidente norte-americano criticou o Digital Markets Act (DMA) e o Digital Services Act (DGA), afirmando que essas leis criam barreiras desnecessárias para as empresas dos EUA. A presidente da Comissão da Europeia, Ursula von der Leyen, estava presente.
Tanto a DGA quanto a DMA, que entraram em vigor em 2022 na União Europeia, estabelecem uma série de regras para o uso e proteção de dados dos usuários de empresas de tecnologia. Além disso, criaram medidas para impedir a “desinformação” e conteúdos ilegais. O objetivo seria o de tornar a internet mais “segura”.
A chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, afirmou que as leis do bloco são “justas” e se aplicam a todos igualmente. Contudo, disse estar disposta a discutir a questão e buscar uma regulamentação mais favorável à inovação.
Vance acusa a China de usar IA para censura
Vance também acusou a China de usar a IA para censura e manipulação.
“Do CCTV aos equipamentos de 5G, todos conhecemos a tecnologia barata que foi fortemente subsidiada e exportada por regimes autoritários”, disse o vice-presidente norte-americano. “Se um negócio parece bom demais para ser verdade, lembre-se: se você não está pagando pelo produto, você é o produto.”
A rivalidade EUA-China na IA se intensificou depois que o presidente Donald Trump anunciou um plano de US$ 500 bilhões para o setor nos EUA.
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