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Instagram começa a restringir conteúdo político

Nas redes sociais, internautas dos Estados Unidos relataram que novo filtro foi ativado automaticamente e sem aviso prévio

instagram
Usuários temem 'censura' por parte da plataforma | Foto: Foto de Solen Feyissa na Unsplash/Reprodução

A Meta começou a restringir a sugestão de conteúdos políticos nos aplicativos Instagram e Threads. A medida já havia sido anunciada por Adam Mosseri, CEO do Instagram, no mês de fevereiro.

A iniciativa visa “não amplificar proativamente” este tipo de conteúdo que poderia influenciar especialmente as funções Reels e Explore. Na época do anúncio, Mosseri disse que a Meta, que também é responsável pelo Facebook, não pretende incentivar debates sobre “política e notícias difíceis”. 

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Leia também: “Executivo do Instagram usa o Twitter/X para divulgar instabilidade na plataforma”

A empresa, no entanto, não anunciou que a medida já estava sendo implementada em algumas contas. Nos Estados Unidos, a restrição de “conteúdos políticos de contas que você não segue” já está ativada por padrão. O filtro de conteúdo ainda não foi disponibilizado para o público brasileiro.

Leia também: “Nova York processa redes sociais por conteúdo nocivo à saúde das crianças”

Até agora, não há informações sobre como a plataforma define “conteúdo político”, o que alguns consideram suspeito. No Twitter/X, também surgiram preocupações sobre uma possível política de “censura” da Meta.

Como funciona o novo filtro do Instagram?

filtro político Instagram
Nos Estados Unidos, ferramenta do Instagram é ativada por padrão | Foto: Divulgação/Meta

De acordo com a Meta, os usuários têm a opção de limitar ou desativar completamente a exibição de conteúdos políticos em seus feeds e nas áreas de conteúdo recomendado.

Para continuar vendo publicações do tipo, é necessário ativar manualmente a opção “Não limitar” nas configurações do aplicativo. A nova ferramenta surge durante as eleições presidenciais dos EUA, marcadas para novembro, e em meio a discussões sobre o papel das redes sociais na política.

No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu algumas medidas para as eleições municipais deste ano, incluindo a responsabilização de plataformas que não retirem do ar conteúdos considerados “nocivos” pela Corte.

Leia mais em: “Ao aprovar ‘regulamentação’ de IA nas eleições, Carmen Lúcia diz que não será juíza ‘de um mundo caduco'”

Durante a votação, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, exaltou as novas regras e disse que elas vão permitir à Justiça Eleitoral ter “instrumentos eficazes para combater o desvirtuamento nas propagandas eleitorais, nos discursos de ódio, fascistas, antidemocráticos e na utilização de IA para colocar na fala de uma pessoa algo que ela não disse”.

São elas:

  • Proibição das deepfakes;
  • Fixação de obrigação de aviso sobre uso de IA na propaganda eleitoral;
  • Restrição do emprego de robôs para intermediar contato com o eleitor (a campanha não pode simular diálogo com candidato ou qualquer outra pessoa); e
  • Responsabilização das big techs que não retirarem do ar, imediatamente, conteúdos com “desinformação, discurso de ódio, antidemocrático, racista, homofóbico, de ideologia nazista e fascista”.

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