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EUA: reguladores sinalizam papel maior no mercado de criptomoedas

Novo chefe da OCC diz que agências devem estabelecer um 'perímetro regulatório' para essas moedas

Criptomoedas
Foto: Divulgação/Unsplash

As autoridades financeiras dos Estados Unidos estão se preparando para ter um papel mais ativo na regulamentação do mercado de criptomoedas, num momento em que cresce a preocupação de que a falta de supervisão adequada possa prejudicar poupadores e investidores, noticiou o jornal Financial Times.

Em entrevista, Michael Hsu, do Departamento do Tesouro, e que assumiu neste mês o cargo de Controlador da Moeda, disse ao jornal esperar que as autoridades norte-americanas estabeleçam um “perímetro regulatório” para as criptomoedas. “Conversando com colegas, percebi o interesse em coordenar mais estas coisas”, disse.

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Um sinal da nova abordagem foi a primeira reunião, em maio, de uma equipe de cripto “sprint”, envolvendo funcionários dos três principais reguladores bancários federais: o Office of the Comptroller of the Currency (Gabinete do Controlador da Moeda, OCC, na sigla em inglês), de Hsu, o Federal Reserve (banco central norte-americano) e a Federal Deposit Insurance Corporation. O objetivo é “listar ideias para ser analisadas pelas agências”, afirmou.

Leia também: “Banco Central estuda criação de moeda digital para uso em comércio”

A Securities and Exchange Commission (SEC) e a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) também discutiram como proteger os investidores no criptomercado.

O presidente da SEC, Gary Gensler, disse a uma comissão da Câmara dos Representantes dos EUA, na semana passada, que existem “lacunas em nosso sistema atual”, apontando uma potencial necessidade de legislação para especificar qual órgão regulador deve supervisionar os negócios que envolvem criptomoedas.

Janet Yellen, a secretária do Tesouro, disse que teme que o bitcoin seja usado “frequentemente para finanças ilícitas”. Gensler afirmou que o Departamento do Tesouro tem se concentrado no “combate à lavagem de dinheiro e proteção contra atividades ilícitas” no criptomercado. Ele ressaltou que seu objetivo era trazer, “para as bolsas onde você negocia criptoativos, proteções similares às que você esperaria na Bolsa de Valores de Nova York ou Nasdaq”.

Leia também: CEO de empresa que desapareceu com R$ 17 milhões em criptomoedas não existe e foi criado por inteligência artificial”

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