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Tecnologia

Equipe israelense usa inteligência artificial para identificar vítimas do Holocausto

Sistema está em fase de testes e demonstra resultados precisos em poucas horas

Um visitante olha para fotos de vítimas do Holocasto, no Museu de História do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém - 18/4/2012 | Nir Elias/Reuters
Um visitante olha para fotos de vítimas do Holocasto, no Museu de História do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém - 18/4/2012 | Nir Elias/Reuters

No Dia da Lembrança do Holocausto, pesquisadores em Israel decidiram usar a inteligência artificial (IA) para identificar centenas de milhares de judeus mortos durante o genocídio nazista, cujos nomes estão ausentes nos registros oficiais.

A Yad Vashem, equipe do Centro Mundial de Memória do Holocausto em Jerusalém, desenvolveu um software próprio. A ferramenta é alimentada por IA para intensificar as buscas por detalhes de vítimas conhecidas e desconhecidas.

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Esther Fuxbrumer, responsável pelo desenvolvimento de software do centro, destacou a complexidade de revisar manualmente todas as informações sobre as vítimas. Ela ressaltou a importância da tecnologia para analisar centenas de depoimentos de forma rápida e precisa.

A tentativa de identificar vítimas do Holocausto

Com mais de 9 milhões de registros existentes e lacunas consideráveis de informações, a tarefa de vincular indivíduos a datas, membros da família e outros detalhes, é desafiadora.

A equipe do centro tem se dedicado a rastrear informações sobre milhões de pessoas ao longo dos anos, incluindo a verificação de filmagens, cemitérios e outros documentos.

Leia também: “O velho truque comunista da inversão do Holocausto”, artigo de Flavio Gordon publicado na Edição 205 da Revista Oeste

O sistema de inteligência artificial, desenvolvido nos últimos dois anos para analisar registros em diversos idiomas, como inglês, hebraico, alemão e russo, está em fase de testes e já demonstra resultados precisos em poucas horas.

Os benefícios da inteligência artificial no resgate da História

Um dos casos mencionados pela equipe envolveu a descoberta de informações sobre duas irmãs gêmeas de 4 anos da Romênia, Yehudit e Ruth Rosenbaum, levadas para Auschwitz. Enquanto Yehudit sobreviveu, Ruth foi assassinada.

Através do sistema de inteligência artificial, informações adicionais sobre Ruth foram obtidas de uma fonte externa à família, o que evidencia a eficácia da tecnologia na busca por detalhes que ajudem a contar a história das vítimas do Holocausto.

Os testes, realizados em 400 dos 30 mil depoimentos, já resultaram na adição de 1,5 mil novos nomes. A expectativa é que muitos mais sejam identificados nas próximas semanas, à medida que o sistema for aplicado em todos os testemunhos disponíveis.

Leia mais: “O amor em tempos de inteligência artificial”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 206 da Revista Oeste

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