O regime comunista da China ultrapassou os Estados Unidos no volume total de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e consolidou sua posição de liderança no cenário científico global.
Dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico mostram que, em 2024, o país asiático destinou US$ 1,03 trilhão à área, valor ligeiramente superior aos US$ 1,01 trilhão aplicados pelos norte-americanos.
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Os números consideram a paridade de poder de compra, método que ajusta os valores conforme o custo de bens e serviços em cada país. A diferença, embora pequena, simboliza uma mudança relevante na disputa por protagonismo científico.
O avanço chinês não se limita ao volume absoluto de recursos. O país mantém uma trajetória consistente de expansão nos investimentos, com crescimento anual próximo de 10% ao longo da última década. Em 2024, o aumento foi de 9,7%, enquanto os EUA registraram alta de 3,4%.
Consequentemente, esse ritmo acelerado impulsionou resultados em áreas estratégicas, como inteligência artificial, biologia sintética, novos materiais e energia. Segundo dados da Fundação Nacional de Ciência dos EUA, a China respondeu por 29% do crescimento global em pesquisa desde 2000, superando os norte-americanos e a União Europeia.
China pode ultrapassar EUA também no financiamento público
Projeções do grupo Frontiers in Science and Innovation Policy, da Universidade da Califórnia em San Diego, indicam que o investimento público chinês em pesquisa pode superar o dos EUA até 2027.
A análise ressalta que o crescimento chinês contrasta com a estabilidade do financiamento governamental nos EUA, o que reforça a tendência de mudança no equilíbrio global da ciência.
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O desempenho da China também se destaca na produção acadêmica. Em 2024, o país superou os EUA no número total de publicações indexadas na base Web of Science e também no Nature Index, que reúne artigos de periódicos científicos de alto impacto.
No grupo dos estudos mais citados do mundo, a China responde por 27,2% dos artigos, enquanto os EUA aparecem com 24,9%. O país lidera áreas como ciências físicas, química, ciências da Terra e ambiental, enquanto os EUA mantêm predominância em biologia e saúde.
A liderança chinesa se estende ainda ao registro de patentes. Desde 2019, o país ocupa a primeira posição global em pedidos internacionais via Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes. Em 2023, foram 69.610 solicitações, número que representa mais de um quarto dos pedidos mundiais.
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Parabéns EUA por se preocuparem com pautas fúteis, estão sendo vistos pelos retrovisores!