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Tecnologia

Cápsula Starliner, da Boeing, retorna à Terra sem tripulação

Dois astronautas da Nasa estão 'presos' no espaço devido a problemas nos propulsores da espaçonave

O Boeing Starliner, da Nasa, em missão no espaço | Foto: Divulgação/Nasa

Depois de enfrentar uma missão conturbada, a cápsula CST-100 Starliner da Boeing retornou à Terra sem tripulação na madrugada deste sábado, 7, pousando no deserto de White Sands, Novo México. A operação aconteceu conforme o previsto, às 1h01, horário de Brasília.

A cápsula, primeira americana projetada para pousar em terra firme, iniciou seu retorno às 17h04 da sexta-feira, 6, com a desacoplagem da Estação Espacial Internacional (ISS). Problemas nos propulsores impediram o retorno dos astronautas Barry Eugene Wilmore e Sunita Williams, levando a Nasa a modificar os protocolos.

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O afastamento rápido da ISS minimizou o impacto nos propulsores e a cápsula retornou vazia depois de testes coletarem dados dos propulsores auxiliares. A freada para reentrada na atmosfera foi realizada com os quatro propulsores principais, iniciando às 0h17.

Durante a reentrada, os problemáticos propulsores auxiliares orientaram o veículo e separaram a cápsula, que retornou sozinha, enquanto o módulo de serviço queimou, como previsto. O escudo térmico resistiu às altas temperaturas e os paraquedas garantiram um pouso seguro.

O futuro da Starliner

Momento em que a cápsula Starliner CST-100 inicia a missão
A Boeing adiava lançamentos da Starliner desde 2017 | Foto: Reprodução/YouTube/ Nasa Spaceflight

O retorno da cápsula vazia marcou o fim de uma série de adiamentos e desafios técnicos enfrentados pela missão, incluindo problemas com o foguete Atlas 5 e o sistema de propulsão da nave. A próxima missão tripulada da Boeing não deve ocorrer antes de 2025 ou 2026.

Uma missão bem-sucedida pode levar à certificação da cápsula para futuros voos tripulados, mas modificações são necessárias para resolver problemas como vazamentos de hélio e falhas nos propulsores. “Uma das coisas que estamos olhando é um material diferente no selo e talvez um selo diferente, ligeiramente maior”, afirmou Steve Stich.

A Boeing já enfrenta prejuízos de US$ 1,6 bilhão com o projeto. O futuro da Starliner é incerto, com a ISS programada para encerrar operações em 2030. A Nasa deseja manter a concorrência e a redundância no programa comercial, mas várias missões já foram contratadas com a SpaceX.

Leia também: “Detidos no espaço”, artigo de Dagomir Marquezi para a Edição 232 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    Que chato para Boeing, os astronautas só poderão voltar em fevereiro de 2025, em uma missão da concorrente Space X.
    Mas, na minha opinião a NASA tomou a decisão certa, pois o retorno deles nesta cápsula da Boeing, poderia colocar em risco a vida dos astronautas.

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