As big techs — gigantes do ramo da tecnologia — se destacaram pela forte adesão ao home office (também chamado de trabalho remoto ou teletrabalho) ao longo da pandemia da covid-19. Agora, mesmo essas empresas pouco convencionais querem trazer seus funcionários para perto.
Os principais argumentos dizem respeito à comunicação, ao engajamento e à segurança de dados. Tudo isso funcionaria melhor com o trabalho presencial; se não em período integral, ao menos na maior parte dos dias.
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Confira como seis big techs vêm retomando gradualmente o regime presencial de trabalho.
Twitter: nada de trabalho remoto
Desde que Elon Musk adquiriu o Twitter, a troca de nome para X não foi a única mudança radical que o novo proprietário trouxe para a empresa. Ele exigiu que todos voltassem ao trabalho nos escritórios.
“O trabalho remoto não é mais permitido, a menos que você tenha uma necessidade específica”, disse Musk, que já declarou não ser adepto do home office, em mensagem para os funcionários em novembro de 2022.
Meta: melhor desempenho no presencial
Em 2020, a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp chegou a oferecer a opção de os funcionários trabalharem remotamente por até 10 anos. Mas acabou mudando de ideia e passou a exigir a presença de parte de seus colaboradores.

O jornal norte-americano The Washington Post divulgou e-mail em que o chefão Mark Zuckerberg disse que o trabalho realizado presencialmente era “mais refinado”. A equipe de engenharia, ele usou como exemplo, tinha melhor desempenho quando no escritório, de acordo com análises de dados.
Microsoft: metade-metade
A empresa que Bill Gates criou numa garagem atualmente libera seus funcionários para trabalhar “50% do tempo” em home office. Mais do que isso, cada um deve negociar com o gestor da área.
O presidente da Microsoft, Satya Nadella, declarou que “todos estão exercendo a flexibilidade que tinham durante a pandemia agora no mundo pós-pandêmico”, no evento All Market Summit de 2022.
Amazon: três dias na semana, sem exceções
A gigante com que Jeff Bezos revolucionou o e-commerce (comércio eletrônico) anunciou, em julho, que exigiria a presença dos colaboradores no escritório em parte da semana. Foi o presidente da Amazon, Andy Jassy, quem deu a notícia aos funcionários.
“Estaremos de volta ao escritório pelo menos três dias por semana”, avisou. “E não é certo que todos os nossos colegas de equipe estejam lá e outras pessoas se recusem a fazê-lo.”
Confira em detalhes: “CEO da Amazon vai demitir quem se recusa a voltar ao trabalho presencial”
Um dos funcionários chegou a perguntar se a decisão se baseava em dados. Jassy respondeu que se baseou no “julgamento da diretoria”, sobre o que consideravam melhor para a Amazon.
Apple: crachá, uma nova velha tecnologia
A empresa cofundada por Steve Jobs também espera uma frequência semanal mínima de 3 dias em seus escritórios. Desde 2020, a Apple planejou fases para o retorno gradual dos colaboradores.
Já no ano passado, passou a cobrar a presença em pelo menos 3 dias na semana. A exigência teria se acentuado a partir de março deste ano, com controle de entrada e saída pelos registros dos crachás.
Google: ausência conta na avaliação de desempenho
Mais uma big tech optou pelos três dias por semana. O jornal The Washington Post teve acesso a um memorando da empresa de junho. O documento comunica aos funcionários que a ausência física no trabalho, além do permitido, afetaria a avaliação de desempenho individual.
“Nossa abordagem híbrida incorpora o melhor de estarmos juntos pessoalmente com os benefícios de trabalhar em casa durante parte da semana”, declarou ao jornal o porta-voz do Google, Ryan Lamont. “Estamos formalmente integrando essa abordagem em todas as nossas políticas de trabalho.”





































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