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Apple é mais 'rica' que o Catar

iPhone rende mais que petróleo?

Xeque Tamim bin Hamad bin Khalifa Al-Thani, emir do Qatar | Foto: Artur Piva/ChatGPT

Qual posição dá mais poder: ser CEO de um conglomerado bilionário ou dono de um dos países que controlam o petróleo do mundo? A comparação entre o faturamento da Apple e a riqueza gerada pela economia do Catar mostra que, nesse caso, há mais “nobreza” em ser empresário do que rei.

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A “maçã” de Steve Jobs gera mais riqueza que toda a economia do Catar, nação famosa pela abundância de petróleo e gás, além do luxo nas ruas. Com as operações de 2024, por exemplo, a Apple faturou US$ 391 bilhões — praticamente o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do Catar no mesmo período.

O PIB do país árabe se assemelha às receitas com as vendas do iPhone. Apesar de ser a principal fonte de receita da companhia, não é sua única máquina de dinheiro.

De onde vem a riqueza da Apple?

O maior motor da big tech vem das vendas do iPhone. Cerca de 51% do caixa da empresa vem dos icônicos smartphones.

A segunda posição fica com as vendas de serviços — trata-se da linha em que a contabilidade registra os ganhos com itens como assinaturas de aplicativos, Apple TV, iCloud, etc. Esse mix, sozinho, rendeu cerca de US$ 96 bilhões em 2024. É uma quantia superior ao PIB de Luxemburgo — a rica nação, famosa pela alta qualidade de vida e renda da população.

O terceiro lugar é ocupado pelas vendas de acessórios (US$ 37 bilhões). Todo o movimento econômico da Islândia no ano não paga essa conta — o PIB islandês é de US$ 31 bilhões por ano. Na sequência, estão as receitas com o iMac (US$ 30 bilhões) e o iPad (US$ 26 bilhões) — duas cifras que deixam para trás o PIB de grande parte dos países do globo.

E mesmo com toda essa potência, a Apple ainda não é a empresa mais rica. O título pertence a outra velha conhecida dos brasileiros: Walmart — rede de hipermercados que encerrou suas operações no país há alguns anos.

A maior varejista do mundo faturou US$ 648 bilhões. O montante veio das vendas de um mix gigantesco — com espaço para tudo: do iPhone aos combustíveis derivados do petróleo e até maçãs de verdade.

O resultado no caixa do Walmart supera a soma do faturamento da Apple com o PIB do Catar. Além disso, a cifra ultrapassa com folga toda a riqueza dos Emirados Árabes Unidos. A economia do país da glamourosa Dubai movimentou US$ 514 bilhões em 2024. Boa parte do dinheiro veio com turismo de luxo, uma paixão compartilhada por CEOs e reis.

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