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Glenn Greenwald: composição da 1ª Turma garante condenação de Bolsonaro

Jornalista norte-americano criticou o fato de o julgamento ocorrer em um colegiado reduzido

Glenn Greenwald lembrou que o ministro Cristiano Zanin, que vai julgar Jair Bolsonaro, já foi advogado pessoal de Lula | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Glenn Greenwald lembrou que o ministro Cristiano Zanin, que vai julgar Jair Bolsonaro, já foi advogado pessoal de Lula | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O jornalista norte-americano Glenn Greenwald comentou, nesta terça-feira, 2, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O comentarista político usou as redes sociais para criticar a composição da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo processo.

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A decisão que levou Bolsonaro a ser julgado por um colegiado reduzido surpreende, porque, tradicionalmente, ex-presidentes da República são julgados pelo plenário, que reúne os 11 integrantes da Corte.

Quem compõe a 1ª Turma do STF

Para Greenwald, a composição da 1ª Turma “garante a condenação” do ex-chefe do Executivo. O jornalista explicou o motivo. O colegiado é formado pelos ministros Cristiano Zanin (presidente), Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

O norte-americano destacou o fato de Zanin ter sido o advogado pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos processos que envolveram a Operação Lava Jato. Foi o petista, por exemplo, que o colocou no STF.

Greenwald lembrou que Dino, por sua vez, é amigo pessoal de Lula. Declaradamente comunista, o ex-governador do Maranhão ocupou a pasta da Justiça no governo petista.

Por fim, o jornalista disse que Moraes “é maniacamente dedicado a destruir” a direita brasileira e quer “colocar os apoiadores de Bolsonaro na prisão, além de baní-los da internet”. “Então é automático que Bolsonaro seja condenado, simplesmente com base nesses juízes.”

Parlamentares defendem Bolsonaro

O julgamento de Bolsonaro repercutiu de forma negativa entre vários políticos brasileiros. Para eles, o processo é marcado por parcialidade, abuso de poder e perseguição política. O deputado federal Mario Frias (PL-SP), por exemplo, afirmou que “a liberdade também está em julgamento”. “A fé e o direito de cada brasileiro escolher em quem acreditar.”

Leia mais: “A ‘democracia’ dos autoritários”, reportagem publicada na Edição 280 da Revista Oeste

Sóstenes Cavalcante, deputado federal pelo Partido Liberal do Rio de Janeiro, classificou o julgamento como “um dos momentos mais vergonhosos da história do país”. Já o deputado federal Evair de Melo (PP-ES) afirmou em nota “que o que está em curso não é um julgamento legítimo, mas uma inquisição moderna”.

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2 comentários
  1. ALEX
    ALEX

    Até esquerdistas entendem o que está acontecendo. Entretanto, a maioria finge não entender.

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Olá, vc é o mesmo que apresentou msg contra a lava jato. Vê se decide de qual lado quer estar?

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